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A gosto

terça-feira, 2 de agosto de 2016
Este poderia ser  um post caracterizado por uma tristeza que tenho aqui no fundo, ou pela alegria de companhias que tenho ao longo do dia. Por qual caminho seguirei descobriremos no decorrer do texto.

Agosto
Imagem: http://ultradownloads.com.br

Agosto começa. Mais um mês. Um mês a menos. A gosto de despedida, a gosto de encontros (e como queria, de reencontros).

Pelo modo triste, sinto saudades (num plural indesejado). A gosto de boas lembranças, percebo o que não tenho mais. A companhia de pessoas que planejava ter comigo pelos próximos cem anos, mas que me são estranhas hoje. Confesso que por muitos momentos, já as esqueço, mesmo não querendo.

Por outro lado, a gosto de risos, e excluindo o momento ruim que estou passando, tenho a companhia de pessoas que conheci a pouco, mas que resolveram habitar parte do meu coração. Meu coração é grande, eu é que não sou do tamanho dele. Não sei demonstrar tudo o que sinto, mas sei sentir. E novas palavras vão se tornando parte do meu vocabulário. De lerigou, voltada a congumelous, só elas entendem.

E nesta mistura de tristeza e alegria, é que agosto começa. A gosto de expectativa.

Sobre quem se importa com você

sábado, 4 de junho de 2016
Anteontem, dei um adeus para alguém que eu tinha como amiga. Apesar de odiar despedidas, às vezes elas são necessárias, principalmente quando a outra pessoa não está nem aí pra você.

Imagem: http://www.emparaleigos.com / Modificações nossas

Sempre fui uma pessoa quieta no meu canto. Aglomerado de gente não me agrada muito. Prefiro a brisa dos ventos ao calor humano (risos). Mas, mesmo sendo esse ser solitário, sempre fiz amizades. Poucas, admito, mas boas amizades.

Desde a época de escola, até na faculdade, sempre tive alguém pra compartilhar momentos. E atualmente, apesar de algumas brigas, ainda tenho alguns amigos.

E o que é um amigo? Entenda amigo também como amiga (a gramática generaliza no "o", e usar "x" no lugar dele é coisa de retardado). Amigo é aquela pessoa chata, mas legal, que tá sempre ali, ou de vez em quando lá. Que conversa, que briga, que te puxa a orelha e te dá comida, quando dá pra dar. Amigo é aquela pessoa com quem você pode contar, principalmente nos momentos ruins. Colegas somem nessas épocas de fogo, mas o amigo permanece lá, te incomodando, mas fazendo companhia.

Amigo te procura. Amigo te acha (até quando você está se escondendo). Amigo é amigo.

Essa descrição do que é "amigo" foi necessária e é necessário que você faça às vezes para perceber se aquela pessoa com quem você gasta tanto tempo realmente é o seu amigo, ou só mais alguém... O que você descobrir não pode ser muito bom, mas servirá para alguma coisa.

Anteontem, percebi que estava perdendo o meu tempo com quem não estava nem aí pra mim, nem para o meu tempo. E talvez a culpa nem tenha sido dela. Às vezes investimos muito em alguém que nem está interessada neste investimento. Demorei pra perceber, mas me despedi sutilmente, espero que ela tenha entendido.

Concluindo, se dedique apenas a quem demonstra interesse. Não deixe escapar aquelas pessoas que dão um tempo no que estão fazendo para conversar com você. Amigos de verdade são poucos nessa nossa curta vida.

Há dias que...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Há dias que não acordamos bem. Problemas e preocupações assolam nossa mente. Eu mesmo, às vezes, por mais calmo que eu seja, fico com um humor "trágico" e acabo descontando nas pessoas próximas a mim. Isso é um erro.

Um homem escorado numa árvore. O cenário é escuro, mas o fundo é um pouco claro com a cor do céu
Imagem: http://mestredemim.blogspot.com.br

Ninguém é de ferro. Tentamos guardar preocupações só pra gente; ignoramos o máximo possível. Mas, uma hora ou outra, estouramos. Isso é normal. Tudo que enche, uma hora precisa se esvaziar.

Problemas não acontecem por acaso. Mas eles podem ser resolvidos com uma boa conversa na maioria dos casos. Porém, vamos acumulando, procrastinando as possíveis soluções. Desse modo, chega a um ponto em que não conseguimos mais segurar.

O problema nisso tudo é que quando esvaziamos todas as coisas ruins, acabamos descontando nas pessoas que só querem nosso bem. Descontamos nelas o que deveríamos estar descontando nos verdadeiros culpados e, de certa forma, somos também os "culpados" destas situações.

Devemos tomar cuidado com isso. Pessoas próximas a nós também têm problemas. Todos nós temos. Uma palavra soltada nessas circunstâncias podem ferir muito. Podem magoar.

Se você está num momento ruim, tenha calma. Procure um lugar pra ficar sozinho, pra pensar. Conte seus problemas para um amigo próximo, não os guarde só para si. Tente-os resolver o mais breve possível.

Ninguém está completamente sozinho. Sempre poderemos contar com alguém. Lembre-se disso!!

The Voices Virtual Friends

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Não, esta não é uma nova versão do The Voice, é apenas um título criativo (na minha nada humilde opinião) para o assunto amigos virtais e suas vozes.

A voz dos Amigos Virtuais: estreia em dezembro, aqui no Mas qué sé Yo 

Primeiramente, precisamos definir o que é um amigo. Um amigo é aquela pessoa que temos pra encher, pra contar bobagens, fazer brincadeiras e falar de coisas sérias também. Agora, acrescentando o virtual depois de amigo, fica amigo virtual (isso é uma grande descoberta). Amigo virtual é tudo o que um amigo é, só que a distância (isso não tem crase, eu pensei que tinha, mas só tem se a distância estiver determinada, como no caso "à distância de mil quilômetros").

Quando fazemos amizade com pessoas do bairro, da escola ou da fila do posto de saúde, tendemos a vê-la e ouvi-la ao mesmo tempo (salvo em alguns casos). O que quero dizer é que quando nos tornamos amigos delas, a conhecemos tanto pelo rosto como pela voz. Quando lembramos de algo que aconteceu, conseguimos até ouvir a voz do dito cujo.

Já com os amigos virtuais, é um pouco diferente. Você os conhece por uma foto (a melhor de 100, já que ninguém posta sua pior foto no Face - e hoje em dia, a maioria das moças postam fotos com bico de pato, deve ser moda em Paris). Depois, passa a conhecê-los pelo o que escrevem. Só depois de muito tempo que você pode conhecê-los pela voz.

E finalmente chegamos onde eu queria chegar: a voz, ou em inglês, the voice (pelo menos as aulas de inglês no colégio serviram pra alguma coisa, pois assim I can spekar some worlds in english for peoples que read isto here). Geralmente, a voz é a última coisa que conhecemos num amigo virtual. E isso é meio doido (pra mim). Explico no próximo parágrafo.

É que é doido, sabe. Porque a gente ouve tantas vozes por aí, no ônibus, na rua, na chuva, na fazenda, ou até de cantores universitários que nem moram por perto a gente ouve. Agora, de um amigo virtual, é a última coisa que acontece. Concorda comigo que isso é doido? Pois é.

Então o conhecimento da voz de um amigo virtual é um acontecimento importante. Você imagina que a voz da pessoa é de um jeito ou de outro. E daí...

... e daí que ano passado conheci a voz da minha amiga virtual Lara Fernandes. Conheço a Lara desde 2012, do blog antigo. Já tínhamos conversado muito, até mesmo pensado em fazer uma dupla sertaneja (já que ela mora em Goiás, logo, é apaixonada por esse estilo musical (#sqn)) e criar um projeto para unir Cascavel á Goiânia, mas nunca tínhamos nos ouvido. Até que no dia 28 de dezembro de 2015 (uma data que passou a ser histórica) às 23 horas e 12 minutos ela manda um áudio pelo WhatsApp. Eu fiquei surpreso, estava conhecendo a voz da Lara após 3 anos de amizade (risos).

Este ano também conheci a voz da minha amiga Dany Limão. Foi no dia 20 de fevereiro, às 23 horas em ponto (horário de verão). Dany tem uma voz muito bonita, mas ontem ela me assustou (risos). Se ela fizer umas narrações no Espaço da Mimada, é sucesso na certa (#Ficaadica!).

Pra concluir, eu realmente gostei de conhecer a voz de vocês. A nossa condição de amigos "virtuais" não é inferior a dos amigos próximos. Muito pelo contrário, às vezes nos sentimos mais próximos dos amigos virtuais (este é um dos paradoxos que a internet nos proporciona). É que moramos longe, então quanto mais conversas, sejam em textos ou em áudio tivermos, mais próximos nos sentimos. É quase como um abraço. Ah, e por favor, não me matem por ter escrito isso, até porque vocês não podem, já que moram longe, haha. Até mais!!

Por que sempre chove no fim?

quinta-feira, 30 de abril de 2015
Por quê? Porque as águas limpam o que foi deixado pra trás. É preciso recomeçar. Limpar o passado e, mesmo que algumas marcas fiquem, reescrever a jornada.
Algumas flores sob gotas de chuva



Não é atoa que os filmes representem muito bem essa limpeza. Sempre chove num enterro. As águas, ora simbolizam toda a tristeza dos presentes, ora mostram que a vida ainda é uma dádiva dos presentes e essa deve ser vivida.

Não é fácil. Mas, senso comum à parte, tudo que é fácil não vale a pena. E viver é uma luta diária, constante, com altos e baixos. Você simplesmente pode se acomodar e deixar a vida passar. Ou, fazer valer cada minuto do seu dia.

Infelizmente, nos últimos anos, sinto-me vivente por viver. As coisas perderam um pouco as suas cores. Está cada vez mais nublado os amanheceres e faz muito tempo que não vejo um entardecer. Talvez seja uma fase, mas, anseio com veemência passar de nível.

Porém, me pego mais uma vez num loop de situações. Parece que não aprendo a não me apaixonar por quem não gosta de mim. Parece maldição. Talvez não seja, mas talvez também eu fique nessa dúvida. Me declaro e levo um outro não? Ou deixo o tempo passar, como se ele pudesse melhorar as coisas, embora as experiências passadas me mostrem o contrário?

Seja como for, o que eu faça ou deixe de fazer, o mais provável é que, no fim, choverá...  mais uma vez pra mim.

Imagem: http://esperancosarj.blogspot.com.br

Escolheram me fazer esperar

segunda-feira, 23 de março de 2015
Após alguns anos, acabei percebendo que elas, as malvadas, escolheram me fazer esperar. Eu sou o urso da foto.

Senta aqui nesse banco, pertinho de mim, vamos conversar!
Como vocês sabem, a crise mundial global chegou ao nosso país, e isso não tem nada a ver com o assunto desse texto. Mentira, tem sim. É que eu queria comparar essa crise mundial com minha crise sentimental, só pra dar mais sustância pro post, pra parecer que eu sou uma pessoa muito bem informada.

Sinceramente, preferia não saber de muita coisa que vem acontecendo atualmente no país, já que elas não estão nada boa, mas isso fica prum próximo texto.

E na verdade, após esses anos que citei no início do texto, já estou meio que conformado em estar só. Não estou mais a procura de alguém para ter ao meu lado, nem na frente, muito menos atrás. Sei que em algum momento, o relógio estará marcando uma hora, de acordo com o horário de Brasília, e aparecerá a mulher certa para mim.

Há pessoas que dizem que isso não existe. Que temos que ir "experimentando" até encontrar a "melhor" pessoa. Não penso assim. Ao se relacionar com outras pessoas, estamos falando de sentimentos, de vidas, pensamentos, histórias, estórias, etc. Não dá pra simplesmente "testar" alguém, já que na qualidade de "alguém", essa pessoa não é um objeto. Sei que hoje em dia está tudo banalizado. Infelizmente, as pessoas não ligam mesmo para o que o outro está sentindo, mas não podemos ser assim.

Não digo aqui que devamos nos importar com todo mundo, senão ficaríamos loucos! Mas, pelo menos, com as pessoas próximas, sim. Com essas, temos que tomar todo o cuidado para não magoá-las. Tanto para amigos, como para o(a) futuro(a) namorado(a). Ou até mesmo com os diversos contatos que temos ao longo do dia. Devemos ter, no mínimo, respeito com o próximo em qualquer situação.

E se não fui eu que decidi esperar, foram elas, ou foi "ela", minha futura companheira, que assim o decidiu. Pra falar a verdade, nem ela própria. Eu acredito que Deus esteja nos preparando. Se ainda não nos encontramos, Ele dará um jeito para que isso aconteça. Se já nos vimos, mas não nos vimos, nos veremos um dia (naquela hora marcada, no horário de Brasília).

Sei que talvez esse texto pareça um pouco bobinho, ainda mais com essas brincadeiras gratuitas que faço no meio do texto. É que não quero que pareça um texto dramático, porque não é esse meu objetivo. Meu objetivo é dizer que, compreendendo como as coisas funcionam, eu não preciso me preocupar ou ansiar tanto por algo que Deus está planejando pra mim.

Mas como você pode ter tanta certeza assim, caro escritor? Como? Pela fé!! Quantas histórias não vemos por aí de um japonês que conheceu misteriosamente uma chinesa num shopping lá em Brasília, sendo que ele deveria estar em Tóquio e ela, em Madri?! Coisas que parecem coincidências nem sempre são simples obras do acaso.

E por que eu escrevi sobre isso? Porque eu estava tomando banho, pensando na vida, nas aulas de baixo e de repente me veio esse pensamento: "escolheram me fazer esperar", parodiando aquele movimento de 2011: "Eu escolhi esperar". Primeiro, eu ri, depois chorei. Depois, pensei em escrever algo engraçado aqui no blog, mas não ficou tão engraçado assim. Vocês viram como surgem os textos daqui, né?! Tomando banho, ou indo pr'aquela universidade maravilhosa que é a Unioeste. Falando nisso, as aulas voltaram semana passada. Mais precisamente, na terça-feira. Fui o caminho todo pensando em escrever algo bonito, fazendo um paralelo com meu primeiro dia de aula na pré, na primeira série, na quinta série (quando mudei de colégio). Mas esse pensamento foi pra China logo depois que tive a primeira aula no mestrado. Que aula chata. O professor até falou numa teoria da conspiração...

Bom, mas vou parar por aqui. Depois conversamos mais! Até!!

Primeiro do ano

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Veja bem, tem hora que dormir não é a melhor opção, mesmo não havendo outras. Tá, ficar acordado é uma condição, mas nem sempre viável. Mas, mais não-viável (ou inviável) é ficar acordado se questionando dessas coisas. Ora, o ano mal começou e já me pego nessas dúvidas da vida. Começo a escrever às 01:52 da madrugada achando que encontrarei respostas para más perguntas.
Imagem: http://www.ticbeat.com
Então vamos às perguntas. Que perguntas são essas? Não existem, assim como as respostas. Querendo ou não, estarei dormindo daqui a pouco. E dos sonhos, qué sé yo. Estou produzindo uns filmes muito doidos enquanto estou com os olhos fechados. Eu mesmo produzo; eu mesmo assisto; (e depois) eu mesmo esqueço. Já vi dicas que dizem para eu ter um caderninho comigo assim que acordar, pra escrever o que sonhei. Ainda não tive coragem de seguir essa dica. Também, minha letra já não ajuda muito; como é que querem que eu escreva algo ao acordar. Impossível. Talvez se eu levantasse, ligasse o computador... mas esses 45 segundos já me fariam perder 75% das informações sonhares (informações de sonhos;  estou dando nossos sentidos a algumas palavras, vai que eu vire linguista algum dia).

Decido ficar acordado por mais um tempinho e sigo escrevendo. Já começou 2015, né? Espero muita coisa boa deste ano, assim como esperava de 2014. A gente sempre espera o melhor, pelo menos as pessoas normais. E 2014 foi, pra mim, como um ano de férias. Não fiz nada produtivo. Apenas engordei vendo as coisas passarem. Nem sequer desenhei. Agora, no finalzinho, fiz um avião de papelão (risos). É verdade, no próximo post eu posto algumas fotos dele aqui.

Nesse novo ano, inicio o meu mestrado. Não sei quem será meu orientador (tenho minhas desconfianças) e não sei se seguirei com meu projeto, ou o orientador fará umas mudanças radicais (essas palavras não são minhas). Acho que vai ser a grande coisa do ano. Espero que passe bem devagar. Pra que pressa se a cada ano que passa, nos aproximamos mais da morte. A morte pode até ser uma coisa boa (tem maluco pra tudo), mas eu prefiro continuar vivo. Tá bom do jeito que tá, mesmo não tando tanto. Ah, tem mais uma coisa boa pro ano. Pode ser boa. Serei professor de baixo. Já encontrei até minha aluninha pra fevereiro. Estou criando muita expectativa pra isso. Espero que ela aprenda bem a tocar este instrumento e até que me supere. Vamos ver como vai ser. Quando se trata de música, eu sou bastante rígido (não sei se isso é bom ou não). pego pesado, faço a pessoa chorar. Isso me lembrou de algumas coisas, talvez eu conte futuramente (risos).

Pra finalizar, digo que vou dormir. Boa noite!

Uma volta na Cidade dos Anjos

domingo, 28 de dezembro de 2014
Já avisando que ainda estamos de férias, mas como disse antes, algumas postagens poderiam surgir neste período, e essa é uma delas. Hoje (na verdade, ontem) assisti, finalmente, ao filme Cidade dos Anjos. Acho que todo mundo já tinha visto, mas como dizem algumas mães, eu não sou "todo mundo". Falando em mundo, o mundo deu 16 voltas no Sol desde a estreia desse filme, em 1998. Mas por que eu assisti só agora??? Vou eu saber...

Imagem: http://muitoalem2013.blogspot.com.br

O que sei, por agora, é que gostei do filme de modo geral. De modo não-geral, tenho uma crítica a fazer, e talvez ela nem seja construtiva, mas me sinto no direito de fazê-la. Lá vai. Que mulher má essa Meg, hein. Ela partiu o coração do anjo. Poxa vida, coitado dele. E pior ainda, fez o cara abrir mão da eternidade pra ela morrer no segundo dia de vida dele. Sei que o maior culpado disso tudo são os escritores. Até copiei o nome deles pra saber quem eu devo processar por "final triste de trama". São eles: Wim Wenders, Richard Reitinger e Peter Handke.

Talvez seja tarde pra um processo. Além do mais, eu já sabia que a Meg morreria. Todo mundo sabia. Mas, mesmo assim, eu esperava um final feliz. A gente sempre espera um final feliz. Pra tudo. Porém, gosto de filmes com finais que me fazem pensar. Neste caso, ficou aquele sentimento de perda. Fico pensando no depois do filme. O que aconteceu com o anjo?? (Desculpem-me, mas não sei o nome do personagem, nem sequer da Meg (esse é o nome da atriz, mas eu estava achando que era da personagem (na verdade, é parecido, mas não sei como se escreve e estou com tantas abas abertas no navegador que, se eu abrir mais uma pra pesquisar, trava tudo))).

Outra reflexão que esse filme me trouxe foi sobre a existência de anjos e o seu papel. Bom, sou cristão. Logo, acredito em Deus e na existência dos anjos. Sei de várias passagens da Bíblia que falam sobre os anjos. Que Deus os põem ao nosso redor para nos proteger. Mas, às vezes, esse mundo espiritual parece ficar tão distante de nós. É como dizem: ter fé naquilo que não podemos ver é difícil. Estou imaginando se tem anjos aqui agora comigo, vendo o que estou escrevendo deles. Será que eles conversam entre eles? Será que algum deles nos acompanham por toda a vida? Especificando mais ainda: sou da Igreja Batista. Logo, não fazemos orações aos anjos nem nada disso. Cremos apenas em Jesus como mediador entre nós e Deus. Estes meus questionamentos são apenas por pura curiosidade.

Quem não é curioso, não é verdade?! Temos um universo tão grande, tanto quanto nossas perguntas. No filme, podemos perceber que a curiosidade do anjo pelos sentimentos humanos (e o amor, é claro) o faz se tornar um humano. E a curiosidade de Meg também ao se questionar sobre o depois da morte também leva ao desfecho da obra. Na últimas cenas dela, quando está andando de bicicleta, com os braços abertos e os olhos fechados (algo que eu não recomendo) demonstra que finalmente ela estava livre das perguntas. Talvez não de todas, mas das quais a atormentava de alguma forma.

Bom, vou parar por aqui, pois já é "tarde da noite" (nossa, acho que agora consegui entender mais precisamente essa expressão). Além disso, a conta de luz tá e vai ficar mais cara, temos que economizar. O que você achou deste filme? Ficou procurando algum anjo depois de assisti-lo?

Lost

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Que seriado fantástico!!! Que obra prima!! Sei que ela foi exibida faz um tempão, mas só no último mês foi que eu assisti ao seriado e, simplesmente, gostei muito. Estou sem palavras para descrever essa série. Parece que qualquer coisa que eu diga não será suficiente para descrever essa obra. Esse texto não contém spoilers.

Banner de Lost
Imagem: ABC


Descobri agora a pouco que eu não gosto de assistir seriados. Já explico. É difícil eu ver seriado novo (ou velho, neste caso). Para alguém fazer eu ver um, a pessoa tem quase que implorar, ou até me pagar. Então, não sou o melhor crítico desta arte. Não tenho a menor vontade de ver The Walking Dead ou Game of Thrones, por exemplo. Não tenho mesmo. Era assim também com Lost. Via as propagandas na Globo e a ideia de alguns perdidos numa ilha não me agradava. Além disso, fiquei sabendo que alguns náufragos, quando conseguiram sair dela, queriam voltar. Cadê a lógica nisso?? Eu pensava.

Mas no início de novembro, as coisas estavam pra mudar. Mal sabia eu que naquele mês, o perdido seria eu. E digo mais: minha vontade de estar na ilha seria constante. Desde o primeiro episódio da primeira temporada até o último, da sexta, foi uma experiência incrível, onde nos sentíamos, de fato, perdidos.

Dentre os mistérios apresentados na obra, os problemas dos personagens, os flashback e flashforward que às vezes nos deixava mais perdidos ainda, o que me chamou a atenção foi a perfeição do enredo. Eu, que me achava escritor, e estava até pensando em me adjetivar com isso, desisti da ideia. Os roteiristas estão de parabéns, fizeram uma série onde praticamente tudo era retomado. Algo que acontecia no primeiro episódio e ficava sem resposta a série toda, lá nos minutos finais do último episódio, era solucionado.

E o final, que surpreendente e arrebatador. O fato é que os perdidos éramos nós. E esse final fez-no ver o que realmente estava acontecendo. Infelizmente, algumas pessoas não entenderam o final e continuaram náufragos. Pelo que pesquisei na internet, muita gente ficou boiando.

Alguns queriam respostas para perguntas que não tinham muita importância. Não é importante saber porque tinha um urso polar numa ilha tropical. Esse não era o foco da série. E qual era então? Talvez não tenha havido apenas um foco, ou, talvez, a questão de tudo era fazer o expectador refletir sobre tudo. Tudo mesmo. É uma obra audiovisual que extrapola a tela da TV e nos faz refletir sobre o mundo que vivemos e a vida que levamos.

Quem sabe, todos nós precisássemos cair numa ilha e ficar um tempo nela. Assim perceberíamos que estávamos perdidos a vida toda e apenas quando caímos nela, foi que nos encontramos. Acho que isso foi o que aconteceu com os personagens. Todos eles estavam perdidos antes de cair naquela ilha.

Ontem, vi o último episódio e estou agora sem saber o que fazer. É como se toda a aventura que vivi na ilha tivesse acabado, igual quando voltamos de uma viagem muito boa e nos sobra apenas a televisão de casa para ver o mundo de fora. Bom, mas como eu disse, e creio que muita gente já disse isso, a série extrapola o cênico, o ficcional e vem para o mundo real. Que eu possa trazer isso pra mim também. Que todos nós possamos fazer isso. Que a ilha seja as nossas relações com o próximo. Que em cada nova amizade, possamos nos encontrar de verdade com as pessoas. Que a cada contato, possamos ser sinceros, principalmente, com nós mesmos. Que as máscaras, algumas necessárias por algum tempo, saiam de nossas caras para que possamos nos reconhecer e conhecer as pessoas a nossa volta. Que no fim de nossa jornada, quando formos resgatados, não seja tarde demais para nos encontrarmos e deixarmos de estar... perdidos!!

Game of thrones

quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Estava sentado quando pensei nessas coisas que escreverei a seguir. Na verdade, esses pensamentos pairaram durante toda a semana, mas foi cercado por quatro paredes que consolidei e tive a ideia de escrever. Me expressar. Mas quem disse que eu tenho licença para isso?

E é preciso ter título para expôr algo? Depende de onde, mas se é na internet, numa rede social, você é praticamente "livre" pra pensar e escrever o que quiser. Teoricamente é assim que funciona. Mas, ao observarmos o comportamento de certas pessoas, questionamos tal liberdade.

Paula (que neste caso, é um nome e personagem aleatório), troca sua foto de perfil do Facebook quase todo o dia e nos brindas com o pensamento:
Só pode ser considerado grande, aquele que não vê as fraquezas dos outros como uma forma de subir na vida.
Paula nunca troca sua foto sem pôr um pensamento filosófico, mesmo sendo funcionária da VASP e estudante do Ainda não. Este comportamento incomoda algumas pessoas. "Ela nem sabe o que está dizendo". "Só tá querendo curtida". Pode ser mesmo, mas ela é livre pra postar o que quiser, não é mesmo?

Nesse jogo de frases, o valor delas é definido por quem a faz ou compartilha. As curtidas de Paula se devem mais à sua foto, mas se o dito tivesse partido de um intelectual, ganharia o prêmio de frase do ano ou década.

E quem sou eu pra levantar essa hipótese. Neste jogo eu não entro, nem sequer troco de foto. Só sei que no meu trono, eu sou rei, até a última descarga.
Imagem: http://rockntech.com.br

Descobri que era um sonho

sábado, 11 de outubro de 2014
Quantos são os sonhos que temos no decorrer de nossas vidas, não é verdade?! Parece que na infância eles são muito mais intensos. Ao crescermos, deixamos muitos para trás. Alguns, até realizamos, mas a maioria vai para o lugar do esquecimento e nunca chegam a ter a chance de se tornarem realidade.
Imagem: http://caminhoseveredastk.blogspot.com.br
Falando em sonho, ontem sonhei enquanto dormia. É preciso diferenciar sonhos acordados de sonhos dormidos (risos). Sonhei que eu não estava fazendo nada (igual quando eu estou acordado). Eu mexia no notebook, estava numa página de jogos (jogando). Num determinado momento, ouvi vozes vindas da sala, mas pensei: todos estão dormindo agora, não poderia haver vozes. Isso, não sei porque, me levou a pensar que eu estava sonhando. Talvez porque eu lembrei que eu já tinha ido pra cama naquela noite. Depois que me convenci que estava de fato sonhando (o que levou apenas alguns segundos), veio a tarefa difícil: me levantar da cadeira e fazer algo que comprovasse minha situação naquele momento.

Ou seja, eu precisava provar para mim mesmo que aquele sonho era real. A primeira dificuldade foi sair da minha zona de conforto (a cadeira) e ir pra fora de casa em plena noite escura. Vocês estão percebendo que até num sonho (bobo), podemos tirar proveitos para a nossa vida. Para tornarmos um sonho real, precisamos nos arriscar, sair do lugar, mesmo que todo o ambiente seja contrário a isso. Eu senti dificuldade para levantar e até mesmo para pular. Quando consegui sair de casa, o dia clareou rapidamente.

Pra mim já estava comprovado que aquilo era um sonho. E como  o sonho era meu, resolvi que eu voaria. É bom sonhar que estamos voando, eu sempre gostei. E assim foi. Saltei e comecei a voar, um pouco acima das árvores da minha rua. Meu objetivo então era o de ir à universidade, ver uma pessoinha. Mas, infelizmente, não pude nem sair da minha rua, pois acabei acordando.

O que posso concluir disso tudo é que podemos resgatar nossos sonhos de infância. Nossa insegurança deixou muitos deles no esquecimento, mas podemos revê-los e com um pouco de força de vontade, torná-los realidade. Nossa passagem aqui na terra é muito curta para vivê-la desperdiçando em incertezas e não-ações.

As redes sociais e a política

segunda-feira, 6 de outubro de 2014
A comunicação hoje em dia está uma maravilha. Saber em tempo real o que se passa pelo mundo é supimpa. Em época de eleição então, nem se fala. E agora, Aécio ou Dilma? As redes sociais estão aí pra te ajudar a escolher bem? Ou só estão aí para espalhar mentiras?

Uma urna eletrônica de votação mostrando uma mão apertando o botão "Confirmar", porém no lugar dessa palavra, está escrito "Compartilhar".

Imagem: http://www.8020mkt.com.br
Neste primeiro turno, o tempo de TV para Propaganda Política foi injustamente diferente para os candidatos. Enquanto alguns tiveram 12 minutos, outros dispuseram apenas de alguns segundos para apresentar seu programa. Isso é assim desde que me conheço como eleitor, e até antes disso. Com a internet liberada pra todo mundo (o que é algo buenísimo), os candidatos tiveram e têm a oportunidade de se expressar melhor, de pôr suas propostas ao dispor do público e este, ver, criticar, questionar e se decidir pelo melhor candidato. Uma maravilha isso não é?!

Porém, não é bem assim que as coisas acontecem. Para chegar à raiz de tudo, antes mesmo de entrar no lado político, basta observar todas as coisas boas que a internet disponibiliza "gratuitamente" para os seus usuários. Estes usuários não se aproveitam dessas coisas boas. Cursos onlines aos montes com meia dúzia de alunos apenas. Vídeos educativos, tutoriais, debates (políticos ou não), e tudo mais é visto por pequena parcela de usuários. O que a maioria gosta mesmo é de curtir páginas de zoeiras, ver vídeos de bêbados fazendo beberrices e o escambau. De forma alguma acho que elas não deveriam fazer isso, apenas critico o "fazer apenas isso".

Chegando agora às redes sociais, o problema relatado no parágrafo anterior se agrava. As pessoas que gostam da zoeira apenas compartilham zoeira. As que gostam dos bêbados, beberrices. E assim por diante. A boa parte da parcela usuária das redes aprenderam apenas a compartilhar, e não no sentido de "criar e compartilhar o que sabe", mas no sentido de clicar no "compartilhar" aquelas porcarias. Volto a repetir, o problema estar em fazer "apenas isso".

Daí quando chega a época de eleição, cada um com seu partido (como é direito de cada um), apenas compartilha o que uma página partidária (nem sempre oficial) publica, sem checar antes a veracidade dos fatos. Páginas de políticos que poderiam aproveitar o espaço que a TV não lhe proporciona para apresentar seus projetos se atém a difamar candidatos opositórios, com informações inverídicas e/ou distorcidas. Por sua vez, a parcela dos usuários que "apenas compartilham", fazem seu papel de idiota útil. E o que mais choca é que no meio desses usuários, encontram-se até professores, formadores de opiniões.

O lado bom de estar conectado com o mundo em tempo real cai por terra devido ao mal uso dessa "conexão". 

Devido a isso, resolvi dar uma escapada dessas redes sociais por enquanto, principalmente do Facebook. Às pessoas que têm bom senso, que investigam os assuntos antes de postar, recomendo que continuem. Façam sua parte, talvez até consigam abrir os olhos de alguns metidos a japonês (olhos fechados).  Até a próxima!

E se você for embora

domingo, 5 de outubro de 2014
Quem me conhece, sabe que odeio despedidas. Evito, ao máximo, mudanças. Elas são chatas e desnecessárias. Quando as coisas chegam num ponto bom, neste ponto devem permanecer. Mas isso é apenas o que eu sinto. A vida, querendo ou não, é feita de mudanças e despedidas e temos que estar prontos para elas.

Na foto, um casal se abraçando. O homem está carregando a mulher e puxando uma mala. Eles estão numa ára gramada com árvores no fundo. A imagem, à esquerda, está em preto e branco e fica colorida gradativamente até à direita.
Imagem: http://pensamentosdapoetisa.blogspot.com.br
Não se preocupe, esse post não será dramático (como já o foi outro que escrevi por aqui e outros que escrevia no outro blog). Será mais reflexivo. Proponho que você pense agora na sua época de escola, de um amigo legal que você teve. Se você ainda está na época de escola, tente se lembrar de um amigo que você não tem mais contato. Lembrou?! Provavelmente, você achava que esse seu amigo estaria com você por toda a vida não é verdade?" Talvez até tenha pensado em convidá-lo para ser padrinho de casamento. Estou falando de amigo, mas isso serve também para as amigas. O fato é que hoje você não tem mais contato com essa pessoa. Resta-te apenas as lembranças. As boas lembranças. E é isso que o tempo te faz. Te afasta, mas te faz lembrar das melhores coisas que você viveu.

Tendo feito essa retomada, voltemos ao presente. Você está prestes a passar por uma grande mudança. Talvez uma despedida indesejada se aproxima e o medo a acompanha. É ruim mudar, eu concordo. Bakhtin também (deve até ter escrito algo sobre). Mas, apesar disso, mudanças são necessárias. São as chamadas fases da vida. Algum desocupado deve ter classificado isso (talvez o próprio Bakhtin) e passamos por elas todas até não ter mais nenhuma, culminando com a morte. Deste modo, mudar significa viver. E no final, o que importa de tudo isso é ter vivido bem cada fase. 

Quando alguém parte, vai embora e talvez nunca mais volte, por mais triste que isso possa ser, o que importará foi o tempo em que esteve presente. Valeu a pena? Daqui a vinte anos, o que será lembrado disso tudo? Quem foi essa pessoa pra você? Talvez um dia vocês se encontrem e a relação de vocês nem seja mais a mesma, mas o que você terá guardado na memória sobre ela?

É como disse o Clark Kent para Lana Lang em SmallVille: "Se você for embora daqui a dez anos ou amanhã, o mais importante é que está aqui hoje!" É de arrepiar os bits! Uma das poucas coisas úteis que este homem disse. Mas é completamente verdade. O que importa é o tempo presente. Por isso, viva-o com quem está com você. Aproveite ao máximo. Todo tempo é curto demais. E você não terá todo o tempo do mundo.

O tempo passa. Novas pessoas surgirão em sua vida e sairão dela do mesmo modo. Quem vive de passado é museu, como corrobora nossos filósofos da contemporaneidade, Hugo e Tiago. E quem vive do futuro são os videntes. Então, se preocupe com o seu presente (e com o meu presente na data do meu aniversário). E o mais importante, viva bem e guarde na memória as melhores coisas.

Cortar a foto

quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Pensei em cortar uma foto, editá-la, deixar-me só nela para atualizar a foto de perfil do Facebook, mas quando fiz isso, não consegui salvá-la. Não porque o computador me impedia, mas porque cortar alguém de sua vida não é algo fácil de se fazer.


Sei que atualmente as relações com o próximo estão muito superficiais. As pessoas não estão mais a fim de viver o "para todo o sempre". Elas se reciclam, e isso acontece em qualquer tipo de relacionamento.
Basta um amigo fazer algo errado, que uma amizade de anos pode ir por água abaixo. Basta não concordar com o que o outro disse, que já considera ele a pior pessoa do mundo, sem ao menos se importar com toda sua trajetória.

Eu não quis cortar a foto. Mesmo que isso não represente cortar a pessoa da minha vida, o fato de publicar uma foto incompleta me faz sentir incompleto. Talvez seja uma das fotos em que eu apareço mais feliz, não poderia cortar o motivo de minha alegria. Estaria incompleta. Não cortei, não postei e guardei só pra mim.

Mas a vida tem disso, Sou muito novo ainda, não sei quase nada. Mas sei que tem pessoas que nem mesmo a distância e o tempo me deixarão cortá-las da minha vida, pois elas estão guardadas no lugar mais especial e protegido do meu coração.

Imagem: http://www.mensagenscomamor.com

Os tímidos: que criaturas são essas?

quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Hoje não é sexta-feira, mas é dia de Mas qué sé yo Repórter. E no programa de hoje você vai saber sobre os tímidos - Quem são? Como vivem? O que comem? Existe algum ex-tímido? Quantos são 2 mais 2? Confira agora no parágrafo a seguir.

Já estava pensando em escrever sobre esse assunto há algum tempo e várias ideias foram surgindo (muitas delas escaparam antes de eu terminar o primeiro parágrafo, mas tudo bem). Bom, então vamos falar de um assunto muito sério aqui, mas de forma cômica (senão eu choro). Vamos falar do tímido. Sim, aquele cara sem graça, quietão, que não conversa com ninguém, que você nem liga pra ele. Estou me referindo a "ele", mas entenda-se "ele" e "ela", pois a timidez também é algo que acontece com as meninas.
Antes de mais nada, quero dizer que sou tímido, por isso que estava com vontade de escrever esse texto. A timidez é quase uma entidade, me acompanha em todos os lugares que vou e até nos sonhos ela aparece. É uma maledita que nunca me deixará, mesmo eu não a querendo por perto. Então, se você que está lendo agora é um tímido, a péssima notícia é essa: provavelmente você nunca deixará de ser.
Mas, calma lá, as coisas não estão perdidas. É como diz o ditado: se você não pode vencer o inimigo, aprenda a conviver com ele. E como fazer isso? Veremos mais adiante algumas dicas. Mas, por enquanto, vamos discorrer sobre o tímido.

O tímido é uma pessoa normal. Pode ser uma pessoa criativa, inteligente, bonita e mais outros adjetivos, tanto positivos, como negativos. O único problema do tímido é ao relacionar-se com as outras pessoas. Porém, devemos destacar que existe diferença entre vergonha e timidez, além de existirem vários níveis de timidez. A vergonha é um sintoma da timidez, mas não necessariamente quem tem vergonha é tímido. Você pode ter vergonha de apresentar um trabalho na frente dos colegas. Isso é normal, a ansiedade, o medo de errar é comum pra todo mundo. A dica, nesse caso, é se preparar bem para a apresentação: saber do que está falando, ter os materiais necessários para a apresentação, ter um plano B, caso o power point não funcione, ou a cartolina rasgue (no meu tempo, fazíamos trabalhos com cartolina, ficavam bem legais), etc.
No caso dos tímidos, além da vergonha de falar em público, ele não tem facilidades para iniciar conversas com outra pessoa, não demonstra o que sente facilmente, é mais introspectivo, dentre outras pequenas características que, somadas, acabam se tornando um problemão.  Várias vezes, quando eu voltava do colégio e via que tinha gente sentada na calçada, eu dava a volta no quarteirão só pra não ter que passar por eles. E quando não dava pra desviar, parecia que meio mundo estava olhando pra mim, pra ver se eu não iria tropeçar, ou respirar errado, ou ter uma parada cardíaca. Uma coisa boba, mas sei que isso acontece com muitos tímidos. Os meus primeiros dias de aula no ensino fundamental também eram tensos. Entrava na sala e já sentava na primeira cadeira que via e passava a aula toda sem olhar pra trás. Eu pensava que era o centro do mundo, onde todos estariam olhando pra mim e me julgando: "- Olha, ele está pegando uma caneta", " - Agora o apontador, o que será que ele vai fazer?", "- É um louco". E por aí vai.

Mas como disse antes, os níveis de timidez também são distintos. Alguns são mais tímidos; outros, menos. E a forma como a timidez se manifesta é distinta. Você pode ser totalmente desinibido com uma pessoa, mas completamente tímido com outra. Sabe, é uma coisa sem explicação.

Num futuro post, escreverei mais sobre os tímidos. Por ora, quero dar algumas dicas que funcionam comigo e espero que funcione com você, tímido, ou com você que é amigo de um tímido ou está afim dele (pois é, namorar uma pessoa tímida não é algo fácil não).

A primeira dica vai para você que é tímido: tenha em mente que você é tímido e não há muita coisa que possa ser feita para você mudar isso. Então, aprenda a viver com sua timidez. Saiba que você não é o centro do mundo. Ninguém vai ficar reparando no que você está fazendo, se tá respirando ou não. As pessoas desinibidas fazem um monte de coisas e ninguém está nem aí para o que elas fazem. Isso não é diferente com você. Dito isto, se você quer fazer amizade com uma pessoa, tome a iniciativa, diga um "oi", isso não te matará (a não ser que você sofra do coração). E depois do "oi", o que dizer? "Tudo bem, como vai você, quem é você, será que chove, será que neva, gosto muito desta banda, etc". Dependendo de onde você está, tente conversar sobre o assunto do momento. Tente achar algo em comum entre vocês. Se a pessoa estiver interessada em conversar, ela também falará coisas. Te perguntará e, por favor, não responda apenas com "sim" ou "não", mas sim com uma resposta grande e de preferência com outra pergunta para ela. Se no final das contas, a conversa acabar, dê um "tchau" e pronto. Você terá ganho alguns minutos de conversa para pôr em seu currículo. Faça isso mais vezes. Com a prática, você ficará cada vez mais com menos vergonha. É igual andar de bicicleta: só se aprende a andar bem com várias pedaladas.

Foto de uma criança tímida, com as mãos na frente do rosto.
Imagem: http://www.tatendoaqui.com

Se a sua timidez está num nível altamente alto, use as redes sociais. Elas te permitem uma blindagem extra e são muito eficazes. Digamos que você está interessado numa mina (daquelas que não explodem), mas vocês nunca se falaram pessoalmente, o que você deve fazer? Adicione-a. Este é o primeiro grande passo. Pior que tem gente que fica com medo de fazer isso, mas pense: se você não o fizer, nunca falará com a pessoa. Então, depois de aceito, diga um "oiiii" ( o número de "i" são importantes). Antes, pesquise no perfil dela as coisas que ela gosta, veja se há algo em comum. Quando estiver conversando, cite algumas dessas coisas, mas seja sincero. Se ela gosta de Sertanejo Universitário, e você não, não tente fazer o tchu tchá tchá. Vai ficar ridículo e falso. Seja engraçado, diga pra ela que você não gosta de músicas a nível universitário, mas a nível de doutorado ou PhD, como Coração com buraquinhos, da Chiquititas. Você tem uma infinidade de coisas para falar: músicas, filmes, livros, política, sites, blogs (como o meu), se vai chover, se vai nevar, se ela tem um animal de estimação, etc. Só digo uma coisa: se você gosta de alguém, não deixe o tempo passar. Não perca essa oportunidade de ser um pouco mais feliz. Se arrisque. Uma conversa não mata ninguém. E se esta conversa evoluir, diga pra pessoa que você é tímido (isso irá te ajudar muito) e marque um encontro na escola, faculdade, parque, mesmo que seja apenas para trocar figurinhas.

A próxima dica é para quem conhece um tímido e quer ser seu amigo. Vai lá falar com ele. Ele pode ser tímido, mas tem muita estória pra contar. No começo, ele pode estar mais fechado, mas com o tempo e confiança, pode se tornar seu melhor amigo.

Agora, se você é uma mina (também daquelas que não explodem) e está afim de um tímido, aí o trabalho é mais difícil. Tudo depende do grau de timidez da pessoa. Não chegue na lata dizendo que quer ficar com o guri, senão ele trava ali e pode não aparecer mais no colégio. É sério. Uma vez uma menina me mandou um bilhete através de um amigo dela. No cartão, estava escrito que ela queria ficar comigo atrás do colégio. Eu travei. Na hora do intervalo, quase que nem sai da sala, deixei a menina lá sozinha atrás do colégio, queimando com o sol das 3 da tarde de Foz do Iguaçu. Ela ficou vários dias sem olhar pra mim. Não foi por maldade, mas acho que ela nunca me entendeu (eu também nunca expliquei isso pra ela). A minha dica é: entenda que o cara é tímido, mas é gente boa. Então, vá com calma, procure o que há de comum entre vocês e no final, poderão formar um lindo casal. Lembrem-se, os tímidos são mais fiéis (têm vergonha de trair (risos)), são mais atenciosos (escutam bem mais do que falam). Isso não é um sonho pra vocês, que os homens as escutem mais?! Então, namore ou case-se com um tímido (eu apoio essa causa).

Para finalizar este post, quero deixar claro uma coisa: os tímidos não são uns coitados. Com esse texto, meu objetivo não é que você comece a ter pena deles nem nada disso. Já basta de coitadismos nos dias de hoje, né não?! Meu objetivo principal foi o de ajudar outros tímidos a se relacionarem melhor com as pessoas. Todos nós temos grande potencial, basta não termos vergonha (ou vencê-la) para mostrá-lo. Tímidos, espero que essas dicas sejam úteis e que vocês possam segui-las.

Então, deixe a vergonha de lado agora e nos dê seu comentário. Tem outras dicas? Quer contar algum fato tímido que aconteceu com você? Então comente aí abaixo. Até a próxima.

(Minas que explodem, não fiquem bravas comigo).

Os ditos "futuro do nosso país"

segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Ontem, fui ao lago com azamigas (um amigo iria também, mas acabou não indo) e foi muito legal. Até mesmo a chuva que nos expulsou do local foi um atrativo a mais (é maneiro ver o povo fugindo das águas). O problema foi na hora de voltar, ao pegar o ônibus coletivo e me deparar com a juventude de hoje.

Realmente, estou preocupado com o país, já que as crianças de hoje são o nosso futuro. O que vai ter de zoeira mais pra frente é algo a se pensar. Imagina só, daqui a 10 anos um moleque de hoje (que lá terá seus 20 e poucos anos) fazendo uma entrevista de emprego:
- Então, Pedro, qual sua pretensão aqui na nossa empresa?
- O que é pretensão, coroa?
Imagem: http://www.desfavor.com
A juventude atualmente está burra. Isso mesmo, parece até contradição que numa época onde o conhecimento está tão disponível e as coisas tão precoces, as crianças utilizem todas essas facilidades apenas para besteiras, para zoeiras, para quererem se aparecer. Creio e torço para que no meio de tantos, existam uns poucos que saibam aproveitar o que anos de história e avanços os está proporcionando.
Voltando ao ônibus, sentei-me num banco perto da janela. A chuva já tinha me dado um baita banho e ainda assim aumentava cada vez mais. Nesse instante de observação (e preocupação), alguns "jovens" entraram no ônibus fazendo o maior barulho. Estavam "em casa", como se só eles estivessem ali. Não se importavam com os outros usuários do transporte. Gritavam e faziam de tudo para serem notados. Carência? Que nada! Falta de educação mesmo! Motivos? O mais gritante e evidente é a desestruturação da família e a estatização dos menores. Explico. Primeiro: já faz muito tempo que os pais deram à escola a obrigação de educar seus filhos. Escola é e sempre será um lugar de ensino, não de educação. É preciso saber diferenciar uma coisa da outra. E segundo: criaram-se leis idiotas de que criança  (com 14 ou mais anos) não podem trabalhar, mesmo querendo. Aos pais foi proibido disciplinar. Nas escolas, o professor não pode mais ensinar ao alunos; tem-se que valorizar o cotidiano do mesmo. Tem um teórico (não me recordo o nome dele) que disse algo mais ou menos assim:
O papel da escola não é o de mostrar a face clara da lua, mas sim o de mostrar o que está na parte escura, onde a olho nu, não se pode ver.
Em outras palavras, se o aluno vai para a escola aprender coisas do seu cotidiano, como pregam algumas filosofias, não há motivo para ele ir estudar. Está tudo errado. As coisas estão indo de mal à pior. As crianças estão crescendo mimadas e sem conhecimento dos limites e de suas obrigações. É porque "limitar as crianças é podá-las em suas criatividades", diria um teórico aqui. É porque "bater em uma criança, mesmo que para discipliná-la, a tornará traumatizada", diria outro teórico ali. E de dizeres em dizeres, vão tirando os poderes dos pais e dando para o Estado, que serve aos interesses ideológicos de quem está no poder.
Se alguém chamasse a atenção dos adolescentes que estavam bagunçando no ônibus, provavelmente seria tachado como "limitador de criatividades", ou de um "antiquado, ultrapassado, que não deveria expor suas opiniões, pois elas não servem de nada". É assim que está. Não se pode mais pôr limites.
Se continuarmos assim, os ditos "futuro do nosso país" estarão ainda zoando nesse tal futuro, enquanto os velhos "antiguados e tudo mais" estarão ainda trabalhando.

As Crônicas de Nárnia

quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Hoje, finalmente acabei de ver os 3 filmes de "As Crônicas de Nárnia" e estou emocionado. Que filme lindo! Fotografia, trilha sonora, enredo, tudo! Se você ainda não assistiu ao filme ou leu o livro, recomendo que faça isso. Pretendo ler o livro ainda esse ano.

Mas neste post não falarei do enredo em si. Falarei das emoções que esta trama me trouxe. Acho que já disse em um texto anterior que filmes que têm largas passagens de tempo sempre me emocionam, como, por exemplo, "O homem bicentenário" e "Inteligência Artificial". Em "As Crônicas de Nárnia", a passagem de tempo não é nem o foco, mas há o jogo entre os dois mundos. Londres, ondem vivem os personagens principais e Nárnia, local "mágico" onde toda a trama se passa. Um dos fatores que me emocionou foi o fato de que viver tudo aquilo que os personagens viveram em Nárnia não poder ser vivido outra vez. A impossibilidade deles voltarem para Nárnia (que fica evidente no segundo e terceiro filme) e reverem os amigos que fizeram lá.

As Crônicas de Nárnia
Imagem: reprodução.

Esse simples fato, que talvez muitos nem ligaram, me comoveu muito, pois, inevitavelmente, pensei na passagem da nossa vida. Vivemos mesmo em uma linha reta, sem paralelas, sem curvas, mesmo que pensemos ao contrário disso. Um dia, chegaremos num ponto e quereremos olhar pra trás e reviver algo, mas isso não será possível e nossa memória nos trairá, perderemos rostos, lembranças, sons, cheiros... Enfim, tentaremos lembrar das pessoas com quem vivemos agora e não conseguiremos.

Quando acabei de assistir ao último filme, fiquei com vontade de rever o primeiro. Quis voltar ao início. Mas isso não é possível em nossa vida. Não vou dizer aqui que por isso devemos viver cada dia como se fosse o último, pois creio que muita gente já disse, é assunto batido (e eu concordo com isso). Digo apenas que tenhamos consciência de que a vida é curta e rápida. A porta que hoje está aberta, um dia se fechará. As luzes se apagarão e subirão os créditos finais da sua vida.

Vergonha do jogo não, dos brasileiros

quarta-feira, 9 de julho de 2014
Não vou falar sobre o jogo ruim da seleção hoje, até porque onde quer que você vá, não se fala em outra coisa. Realmente, foi triste assistir ao jogo e ver aquela goleada toda. Ao final da partida, o Brasil estava sendo eliminado desta Copa. O sonho de muita gente, inclusive dos jogadores que jogavam pela primeira vez o Mundial, estava acabando.
Nunca fui muito ligado em jogos de futebol. Mesmo no colegial, nem gostava de jogar bola, preferia ficar  no tênis de mesa ou xadrez. Mas em época de Copa, eu gostava de ver a reação do povo. Aquele espírito patriota estampado no rosto de cada brasileiro. A alegria de se sentir representado pelos jogadores da seleção. Era um momento que o povo se lembrava que é brasileiro. Não há outro momento, infelizmente, que tenhamos tanto orgulho de pertencer a essa terra.
Isso tudo que disse acima era o que eu pensava... Até o jogo de hoje. O jogo de hoje foi muito triste, o time sofreu e muitos brasileiros também. Porém, por outro lado, o jogo mal tinha acabado e muitos torcedores estavam se retirando do estádio. Nas redes sociais, muitos falando mal do Brasil, torcendo para o time adversário, se esquecendo de toda a sua torcida nos jogos anteriores. Como assim, gente? Cadê o amor pela bandeira, aquela mesma que muitos colocaram nos carros ou nas fachadas das casas? Muitos estavam jogando no lixo essa bandeira.
Então quer dizer que é assim: só torço para o Brasil enquanto ele estiver ganhando... e talvez, no máximo, quando esteja perdendo de 1 a 0. Passou disso, já não sou mais brasileiro, o Brasil é uma m****! Não senti vergonha da goleada, mas sim de uma torcida traidora que abandonou, não só o time, mas traiu seus sentimentos, trocou pelos gols do outro time. Isso sim me deu vergonha, desses falsos patriotas de Copa.
Pode-se dar os parabéns à equipe adversária, mas jamais abandonar a seleção. Mesmo com o Brasil fora da Copa, mesmo com os graves problemas na educação e na saúde e em tudo mais que falam por aí, ainda assim, sou brasileiro e tenho muito orgulho dessa nossa terrinha.  
Imagem: http://veja.abril.com.br

A linha tênue da vida

sexta-feira, 4 de julho de 2014
Estamos vivendo mal acostumados. Achamos que em certo ponto da vida teremos a opção de reiniciar o jogo. Mas esquecemos, ou não aprendemos, que a vida não é nem nunca será um jogo.
É obvio se pararmos para pensar, mas raramente pensamos sobre isso. Nem era minha vontade refletir, mas me ocorreu sem querer. Eu estava jogando Euro Truck Simulator 2 - um simulador de caminhão. Tinha chegado num lugar muito bonito,  mas eu sabia que se eu entrasse nele, eu estragaria meu caminhão. Então, salvei o jogo e depois entrei nesse lugar. De fato, o caminhão ficou todo estragado, mas eu pude arriscar a entrar naquele lugar proibido do jogo. Saciada a vontade, fui no menu e voltei ao ponto salvo anteriormente e segui viagem.
Crescemos jogando e vendo filmes e seriados e acabamos nos acostumando a voltar, a rever o filme, a reiniciar o jogo, a tentar várias vezes num mesmo ponto sem muito medo de perder. Pois é, isso se limita apenas à ficção. A vida é uma linha tênue. Ela não se curva, não forma círculos. Não há outras paralelas a ela. É apenas uma reta finita. Sim, há um fim e não estamos nos preparando para ele.
Tem o tempo também, algo relativamente traiçoeiro. Você tem vinte anos? Saiba que os próximos vinte parecerão dez. Os próximos quarenta parecerão quinze e você já estará com oitenta anos, quase no fim da linha. Nesta etapa, não terá ninguém te esperando, a não ser a morte, e com muita pressa. Mas o problema jamais estará na morte. Ela, paradoxalmente, faz parte da vida. O problema estará de fato na sua vida, caso você não a tenha vivido com vida.
Então, viva intensamente a cada dia. Não estou dizendo que você deve sair todo dia, frequentar baladas onde a maioria das pessoas têm o coração vazio. Não, estou dizendo que você deve aproveitar os momentos que você pode estar junto com os seus, ouvir o coração bater ao se aproximar da pessoa amada. Dizer que ama, sem medo de parecer cafona. Tentar deixar sua timidez de lado, pois ela jamais te deixará partir, seja pra onde for. Ouvir. Fazer acontecer. Enfim, Viver!
Imagem: http://arrebatado-serei.blogspot.com.br

17 outra vez - uma segunda chance

sábado, 28 de junho de 2014
Ontem à noite assisti no SBT ao filme 17 outra vez pela segunda vez. Não lembrava que já tinha assistido antes, mas valeu a pena rever esse ótimo filme. Basicamente, conta a estória de Mike (como sou péssimo para guardar nomes, pesquisei no oráculo Google), um estudante que participa do time de basquete do colégio, mas abandona tudo ao descobrir que sua namorada está grávida. Com essa "escolha", ele acaba perdendo a chance de ganhar uma bolsa em uma universidade.

Quinze anos se passam e encontramos o Mike num tedioso processo de separação. Não nos é apresentado o que ocorreu ao longo desses anos, mas fica explicito que tiveram uma boa vida casados com dois filhos, mas em algum momento, a frustração profissional de Mike acaba o afastando e levando a sua esposa a pedir divórcio.

Após uma discussão com ela, ele pega seu carro e vai para o seu antigo colégio e vê uma foto sua na equipe de basquete. Um faxineiro aparece na trama e diz conhecê-lo: "todos voltam ao colégio para lembrarem do seus tempos de glória, parece que todos vivem no passado", diz. Isso nos remete ao pensamento que temos de que o passado é sempre melhor que o presente. Talvez, porque não tenhamos certeza sobre o que o presente é. Já o passado, temos um distanciamento dele, logo podemos vê-lo com outros olhares, refletir e pensar no que poderia ter sido. Ao não termos um presente definido, caímos na frustração de não ter aproveitado melhor o que se passou.

O faxineiro questiona Mike supondo que provavelmente ele gostaria de viver aquele passado novamente. Mais tarde, Mike encontra esse faxineiro na beirada de uma ponte, como se fosse pular dela. Ele desce do carro e vai ao encontro do homem, mas ele já tinha se jogado. No rio, um redemoinho se forma e Mike cai nele. Quando retorna pra casa e vai se lavar, pois estava cheio de lama, se vê no espelho e está com a aparência de um menino de 17 anos.

Com isso, ele volta a estudar no seu colégio e se torna amigo de seu filho. Mike percebe que o menino é saco de pancada da equipe de basquete. Percebe também que sua filha namora um mal caráter. Passa então a rodear seus filhos - sem que eles saibam que ele era o pai deles - e frequenta a casa da sua esposa. É nesse ponto que ele percebe que esse seu regresso aos 17 anos não era pra mudar em nada o seu passado, mas sim, para se reaproximar dos seus filhos e da sua esposa.

Cena do filme: Dezessete outra vez
Imagem: reprodução

Aqui entra uma boa reflexão do filme. O tempo nos distancia - mesmo daquelas pessoas que vemos o dia todo. O diálogo se escassa, as pessoas deixam de se conhecer a fundo. Mike não sabia nada sobre os seus filhos, muito menos dos sonhos de sua esposa. Por que, muitas vezes, é preciso da intervenção de um outro para nos mostrar o que poderíamos ver com nossos próprios olhos? Mike, neste caso, era o outro. Ele pôde perceber que sua esposa o amava, mas queria o divórcio pois ele a pressionava sempre com questionamentos do que poderia ser se não tivesse largado o time de basquete. Os anos o fez esquecer que a escolha dele foi a melhor, que o amor vem sempre em primeiro lugar. Ele esqueceu que viveu feliz com ela por todo esse tempo.

Enfim, não contarei todo o filme, mas deixei aqui a mensagem que ele quis passar. Ultimamente, tenho recebido aqui muita visita de casais preocupados com um spam que está circulando pelo e-mail . O spam, relatado no post  'Oi amor, já estou em casa' se passa por uma tal de Andreia Rocha e faz-se parecer com uma pessoa que tem um relacionamento com o destinatário da mensagem. Algumas pessoas me mandaram mensagens preocupadas com isso, pensando que o cônjuge poderia estar tendo um caso com essa Andreia. No post, eu relato que não, que isso apenas é um spam, uma mensagem falsa. Estou dizendo isso agora, pois o filme me fez lembrar desse fato. As pessoas, principalmente os casais, precisam dialogar constantemente. A confiança também se conquista e deve ser merecida. Sei que um e-mail desse traz um desconforto, mas antes de tudo, deve-se conversar com o parceiro.

Bom, é isso, esse é um filme muito bom para se assistir acompanhado da pessoa amada. Até a próxima.