Novembro 2014 | Blog do Joanir

Mestrado custe o que custar

domingo, 30 de novembro de 2014
Pois é, passei na seleção de alunos para o mestrado na Unioeste. Viva!! O resultado saiu dia 28 e justamente neste dia, fiquei sem internet até às 4 horas da tarde. Não estava muito ansioso para ver o resultado, pois estava com medo de não ter passado, mas, deu tudo certo.
Imagem: http://www.muraki.org.br


Ano que vem, então, começo mais uma etapa da minha vida, com duração de 2 anos. Eu estava fazendo os cálculos aqui e percebi que para se ter uma formação completa - graduação, mestrado e doutorado - precisarei de 10 anos. Já pensou, ficar estudando 10 anos seguidos?! Não é fácil não, ainda mais que na entrevista de admissão, ele perguntaram se eu teria 150% de tempo dedicado à Unioeste. Respondi positivamente com um sorriso no rosto - rosto esse que está voltando a povoar algumas espinhas -, mas, na verdade, eu preciso trabalhar. Não que eu goste de trabalhar, mas eu gosto de dinheiro, já que dinheiro também trás a felicidade.

Ano passado, assim que acabou as aulas, findando minha graduação, recebi um e-mail do NTI da Unioeste (área de tecnologia e informática da instituição) dizendo que eu não teria mais acesso ao login dos computadores de lá. Aquilo magoou, sabe. Nem esperaram o ano acabar e já foram me expulsando do sistema. Mas agora, estou de volta. Dá vontade de ir lar neste setor e esfregar na cara dos estagiários que eu estou de volta: #chupa_sociedade.
Nem tudo é alegria, já que ultimamente ando mais preguiçoso do que nunca. No mestrado, terei que estudar bastante, ainda mais que possivelmente meu futuro orientador me dará um trabalho em dobro. Bom, mas se for como eu estou pensando, valerá a pena, já que terá algo a ver com produção de vídeo.Mas vamos ver como vai ser.

E pra finalizar este belo post - desculpe-me pela demora - compartilho essa música do Roberto Carlos. Roberto Carlos???? Sim, aproveitando que todo final de ano ele tá na Globo, ele resolveu abrilhantar o meu blog com sua música "Custe o que custar" (daí que veio a ideia do título). Sei que a letra é um pouco dramática, mas gostei da melodia.


A foto, as lembranças e a vida - parte dois (final)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Talvez a vida de Romildo tenha sido toda uma grande ilha. Uma ilha perdida em que ele estava perdido. Talvez tenha sido tudo uma grande mentira e não só ele o único mentiroso. Mas ninguém tivera mentido consciente, todos se enganavam acreditando na verdade.

Imagem: http://www1.folha.uol.com.br
Após ver todos os quadros, ele teve a chance de recomeçar, mas agora sabendo de tudo. Mas do que adiantava viver de novo uma mentira? Romildo não queria mais voltar pra vida, preferiu viver na sua morte.

A moça se despediu dele no velório, teria mais alguns anos de vida, mas um dia, ela também morreria e poderia encontrá-lo ali, naquela sala, onde juntos veriam um filme de vida dela. Seus sonhos seriam todos revelados e no final, ela também chegaria a mesma conclusão que ele chegou.

A vida não é muito mais do que isso aqui. O sentido dela está cada vez mais obscuro. É viajar? Ver séries? É se ver na ficção e brigar por ela, como, se de alguma forma, ela represente você? É estar sentado atrás de um computador esperando o ano todo uma mensagem?  Esta mensagem não chegará. Nunca chegou para Romildo, e Romildo, aqui, é apenas o nosso personagem principal. A vida dele só teve importância para nós porque a tornamos num conto. O faz de conta. Talvez você se  identifique com ele. Mas é só isso? Voltaremos às indagações primárias deste parágrafo?

O homem sempre buscou inventar uma máquina que o fizesse viajar no tempo. Não porque gostaria de ver o futuro, mas porque quer fazer o passado voltar. Esquece que o presente será o passado de outro presente. O passado desejado existiu e parte dele pode ser acessado pelas memórias, mas elas são fragmentadas. O ponto de referência está manchado porque aquele presente não foi vivido corretamente.

Romildo esperou na morte a sua vida passar.

Game of thrones

quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Estava sentado quando pensei nessas coisas que escreverei a seguir. Na verdade, esses pensamentos pairaram durante toda a semana, mas foi cercado por quatro paredes que consolidei e tive a ideia de escrever. Me expressar. Mas quem disse que eu tenho licença para isso?

E é preciso ter título para expôr algo? Depende de onde, mas se é na internet, numa rede social, você é praticamente "livre" pra pensar e escrever o que quiser. Teoricamente é assim que funciona. Mas, ao observarmos o comportamento de certas pessoas, questionamos tal liberdade.

Paula (que neste caso, é um nome e personagem aleatório), troca sua foto de perfil do Facebook quase todo o dia e nos brindas com o pensamento:
Só pode ser considerado grande, aquele que não vê as fraquezas dos outros como uma forma de subir na vida.
Paula nunca troca sua foto sem pôr um pensamento filosófico, mesmo sendo funcionária da VASP e estudante do Ainda não. Este comportamento incomoda algumas pessoas. "Ela nem sabe o que está dizendo". "Só tá querendo curtida". Pode ser mesmo, mas ela é livre pra postar o que quiser, não é mesmo?

Nesse jogo de frases, o valor delas é definido por quem a faz ou compartilha. As curtidas de Paula se devem mais à sua foto, mas se o dito tivesse partido de um intelectual, ganharia o prêmio de frase do ano ou década.

E quem sou eu pra levantar essa hipótese. Neste jogo eu não entro, nem sequer troco de foto. Só sei que no meu trono, eu sou rei, até a última descarga.
Imagem: http://rockntech.com.br

Aniversário de 1 ano do Blog

terça-feira, 11 de novembro de 2014
Na semana passada, dia 7 de novembro, este blog completou 1 ano de vida. Viva! Não teve comemoração, nem postagem especial, mas já explico. Bom, a postagem especial está saindo agora, embora não tenha muita coisa de especial nela. Vamos começar pelas coisas primeiras.

Aniversário de 1 ano do blog

Imagem: http://bibliotecadireito2010.wordpress.com
(Leia isso imaginando a voz daqueles locutores de tele mensagem). No dia 7 de novembro de 2013, na pequena cidade de Cascavel (que acha que será metrópole futuramente), um quase formado professor chamado Joanir decide criar seu segundo blog, e a este chamou de Mas qué sé yo, já que apenas "Qué sé yo" já estava registrado. A escolha deste nome você pode conferir aqui. E assim começa uma história de muito sucesso, até o momento em que este escritor acorda e vê que o sucesso está apenas em alguns sonhos (risos sem graça).

Agradeço a todos que leem e comentam. É difícil ter ânimo para se ter um blog, pelo menos aqui no Brasil. Mas estamos firmes, mesmo que as postagens tenham reduzido ultimamente.

O que postamos neste ano

Contos: Sem dúvida, esse blog é movido a contos. Dos marcadores, este é o que mais tem textos: 36 no total. Fiz até uma série deles com o conto A mulher que não falava.
Curiosidades: Desde as recomendações bizarras de amigos do Facebook até a possível existência do Acre.
Dia a dia: Escrevi sobre coisas que aconteciam comigo no dia a dia, na Unioeste ou nas minhas andanças de ônibus coletivo.
Dicas: Porque Mas qué sé yo também é utilidade pública. Nesta parte do blog, dei dicas de como eliminar vírus do Facebook, esquecer aquela pessoa, ter o maior e-mail do mundo, dentre outras.
Paródias: Esta tag iniciei a pouco tempo, mas já escrevi 7 textos, dentre eles, Espelho espelho meu.
Eventos: Aqui são postados alguns eventos culturais de Cascavel. Com esse marcador, tentei ganhar algum dinheiro vendendo os vídeos, mas não deu muito certo. Provavelmente, deixarei de gravá-los e farei apenas a cobertura escrita deles.

Pra finalizar esta postagem, vou contar algumas coisas que aconteceram nestes dias. Caso o interesse, continue lendo.

No dia 7, data do nosso aniversário, eu fiquei sabendo que fui aprovado na prova para o mestrado. Eu achava que não tinha ido muito bem na prova. Fiquei surpreso com minha aprovação. Agora, para a segunda fase, terei que apresentar meu projeto. Vamos torcer para que dê tudo certo.

No dia 8, muitas coisas doidas aconteceram. Pela tarde, tinha que ir a um ensaio, então fui ao terminal pegar um ônibus. Já no terminal, sentei num banco e esperei a lata chegar. Neste momento, apareceu um carinha estranho, sentou (também) no banco e começou a cantar. Cantar não, ele balbuciava algumas letras inglesas sem a menor vergonha. Todos passavam por ele e davam risada. Do outro lado do terminal, tinha um menino com uma blusa de frio com toca. O estranho era que o dia estava quente. Nos bolsos dele tinha um monte de papel e ele andava de um lado para o outro. Ignorando tudo isso, o dia passou rápido. À noite, toquei algumas música no Concerto de Aniversário de Cascavel, você pode conferir o vídeo aqui.

É isso, não tenho mais nada pra falar. que tenhamos muito mais aniversários e prometo que no ano que vem, este blog terá algumas melhorias. Até a próxima!

Concerto para o Aniversário de Cascavel

segunda-feira, 10 de novembro de 2014
No último sábado (8), no Centro Cultural Gilberto Mayer, ocorreu o Concerto para o Aniversário de Cascavel, que contou com apresentações da Orquestra de Flauta Doce, Coro Municipal e Orquestra Sinfônica de Cascavel. Nesta postagem, você confere algumas apresentações.
Concerto para o Aniversário de Cascavel

Arte: J.R.P.
Diz-se que imagens falam mais que mil palavras. Imagina então áudio e vídeo?! Abaixo, você pode assistir às apresentações do Concerto.


Se você quiser adquirir o download do vídeo ou o DVD, clique em um dos links abaixo. Se você quiser ajudar, incentivando esse projeto de captura de áudio e vídeo dos eventos culturais de nossa cidade, pode fazer uma doação em um dos botões disponíveis nesse link.
Arquivo: Concerto para o Aniversário de Cascavel
Formato: wmv (está compactado no formado .zip)
Resolução: HD 1280x720px 25fps.
Áudio: Estéreo.

Concerto de Aniversário de Cascavel

Apresentações do Concerto de Aniversário de Cascavel

R$: 30,00 R$: 40,00

A foto, as lembranças e a vida - parte um

sábado, 1 de novembro de 2014
Às vezes, a vida prepara surpresas pra todo mundo. Num espaço de tempo, ela prepara o presente e alguém capaz de pegá-lo se torna o ganhador da vez. Romildo tinha acabado de morrer e poucos foram ao seu velório. Nem ele próprio esteve presente, já que estava morto. Se encontrava em outro plano, uma espécie de purgatório improvisado, já que o oficial o Papa fechou anos atrás.

Imagem: http://www1.folha.uol.com.br
Assim começa a surpresa dele. A vida resolveu presenteá-lo só após a sua morte. Contraditório, mas real, segundo a ata de registro dos fatos. Nesse plano, ao qual se encontrava Romildo, não se via muita coisa não. Tinha um chão sem chão e paredes sem paredes. Era o vácuo mais cheio de qualquer outro lugar da Terra ou do Universo.O escrivão teve dificuldades para descrevê-lo.

- Nome!
- Romildo Pereira, senhor.
- Prontinho, o senhor pode ir para sala ao lado.

Ao lado não tinha nada, mas Romildo caminhou pra frente, quem sabe tropeçasse com alguma coisa. E dito feito, tropeçou num não sei o que e alguns quadros se acenderam. Sabe aqueles filmes que mostram uns quadros flutuando e neles são mostradas partes da vida de uma pessoa?! Então, era quase isso. Este escritor não teve a capacidade de pensar em algo inovador.

Os quadros se acenderam, não todos, pois o tropeço de Romildo havia desligado um dos cabos da tomada. Em um deles, havia imagens ao vivo do velório. Apenas a mãe, a irmã e uma desconhecida estavam presentes. Romildo observou-a bem, pediu até um zoom no rosto dela. Era bonita. Romildo se lamentou por estar morto e não conhecê-la bem.

No quadro ao lado, havia uma enquete. A pergunta era se ele conhecia a mulher. Antes de responder, ele foi apresentado ao resultado coletado da pesquisa realizada dias antes. Esta pesquisa havia sido encomendada pela vida, o nível de confiança era de 95% e com margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos. Foram entrevistadas 1012 almas e 75% disseram que Romildo conhecia a mulher.

Romildo respondeu a enquete negativamente. Nunca a havia visto, disse. Mas havia visto sim, ele apenas não estava lembrando. No quadro seguinte, ele se viu com 12 anos (talvez 10 ou 14). Estudava matemática, quando uma aluna nova sentou-se na frente dele.

- Quer namorar comigo?
- Mas eu nem te conheço, piá! Se liga!
- Romildo, me chamo Romildo.
- E eu com isso!

Romildo foi direto, sem enrolação, mas levou um fora inigualável. A futura moça do velório estava ao lado. Ainda menina, ela sim gostava dele, mas nunca fora notada. Nos quadros seguintes, ela sempre foi mostrada em segundo plano, e só agora, nessa visita às memórias, Romildo pôde notá-la.

Continua...

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