Março 2015 | Blog do Joanir

Animação em CSS

sábado, 28 de março de 2015
Neste tutorial, mostraremos como é simples fazer animação em CSS com os atributos animation e @keyframes.
Na imagem, há um trem em primeiro plano. Um avião levantando voo e nuvens ao fundo.
Como criar animação em CSS

Usaremos como base a imagem acima. Para composição dela, criaremos o céu, chão e Sol apenas com CSS. Exportaremos imagens no formato png do trem, avião e nuvens.

Primeiramente, vamos construir o ambiente. O código ficará da seguinte maneira:

HTML/CSS
<div id="container">
<div id="sol"></div>
<div id="grama"></div>
</div>

<style>
#container {
position: relative;
width: 650px;
height: 400px;
overflow: hidden;
background: blue;
}
#grama{
position: absolute;
bottom: 0;
width: 100%;
height: 140px;
background: url('link-da-imagem.png');
}
#sol {
border-radius: 50%;
background: yellow;
width: 100px;
height: 100px;
position: absolute;
top: 50px;
right: 60px;
}
</style>

Resultado

Animation e @Keyframes

Agora que criamos esse cenário simples, vamos para a animação dele. Podemos animar o Sol e mudar a cor do céu. Para isso. criamos uma @keyframes, a nomeamos e damos alguns valores a suas variáveis. Veja o código abaixo:

CSS
@keyframes ceu {
0% {background: blue;}
50% {background: black;}
100% {background: blue;}
}
@-webkit-keyframes ceu {
0% {background: blue;}
50% {background: black;}
100% {background: blue;}
}

No exemplo acima, chamamos a @keyframes, a nomeamos de ceu e artribuimos valores diferentes ao background. A porcentagem (0%, 50% e 100%) indicam o andamento da animação no início,  meio e fim. É possível atribuir várias porcentagens entre 0 e 100%.

Com isto feito, devemos agora pôr ela para funcionar em determinado elemento. Como vamos alterar a cor do céu de azul para preto, inseriremos o animation no CSS #container:

CSS
#container {
position: relative;
width: 650px;
height: 400px;
overflow: hidden;
background: blue;
animation: ceu 20s linear infinite;
-webkit-animationceu 20s linear infinite;
}

Repare que os atributos de animation segue a ordem: nome (ceu), tempo (20s), tipo de animação (linear) e quantas vezes ela ocorrerá (infinite). Com isso, temos o seguinte resultado.

Resultado

Agora vamos animar o Sol, fazendo ele aparecer de dia e desaparecer de noite. Pra isso, usaremos várias porcentagens. Veja:

CSS
#sol {
animationsol 30s ease infinite;
-webkit-animationsol 30s ease infinite;
}
@keyframes sol {
0% {top: 50px;}
45% {top: 50px;}
50% {top: 350px;}
95% {top: 350px;}
100% {top: 50px;}
}
@-webkit-keyframes sol {
0% {top: 50px;}
45% {top: 50px;}
50% {top: 350px;}
95% {top: 350px;}
100% {top: 50px;}
}

Repare que entre o 0% e 45%, o Sol ficará imóvel, mas dos 45% aos 50% ele terá uma nova posição. Note também que a animação não está linear, mas sim no modo ease, o que torna mais suave o início e fim de cada movimento. O resultado será esse:

Resultado

Inserindo imagens

Agora, vamos trabalhar com imagens. É possível inseri-las tanto por img, como por background. Isso fica ao seu critério. Vamos animar um trem, fazendo com que ele surja da esquerda e desapareça na direita. Veja como é simples:

Caso queira baixar as imagens usadas nesse tutorial, clique aqui!

HTML/CSS
<div id="container">
<div id="sol"></div>
<div id="grama"></div>
<div id="trem"></div>
</div>
<style>
#trem{
position: absolute;
bottom: 10px;
width: 100%;
height: 130px;
background-position: -2100px 0;
background-image: url('link-da-imagem.png');
background-repeat: no-repeat;
animationtrain 12s linear infinite;
-webkit-animationtrain 12s linear infinite;
}
@keyframes train {
from { background-position: -2100px 0;}
to {background-position: 1500px 0;}
}
@-webkit-keyframes train {
from { background-position: -2100px 0;}
to {background-position: 1500px 0;}
}
</style>

Quando a animação necessitar apenas de dois movimentos, pode-se usar o from (de) e o to (para). Como a imagem do trem é muito larga, para ela ficar fora do campo de visão, a posição inicial dela é de -2100px e a final, 1500px. Veja o resultado:

Resultado

Agora, vamos inserir uma nuvem e um avião. Repare que para o avião, usaremos o img e alteraremos duas propriedades dele para fazer a animação. É possível alterar várias propriedades em uma mesma animação. Basta usar a criatividade:

HTML/CSS
<div id="container">
<div id="nuvem"></div>
<div id="sol"></div>
<div id="grama"></div>
<div id="aviao">
<img  src="link-da-imagem-animacao-aviao.png" />
</div>
<div id="trem"></div>
</div>
<style>
#aviao{
position: absolute;
bottom: 100px;
width: 200px;
animationvoar 7s ease-in infinite;
-webkit-animationvoar 7s ease-in infinite;
}
#aviao img {
width: 200px;
}
@keyframes voar {
from { left: 700px; bottom: 100px;}
to { left: -500px; bottom: 190px;}
}
@-webkit-keyframes voar {
from { left: 700px; bottom: 100px;}
to { left: -500px; bottom: 190px;}
}
#nuvem {
position: absolute;
width: 100%;
height: 400px;
background: url('link-da-imagem-animacao-nuvem.png') no-repeat;
animationnuvem 200s linear infinite;
-webkit-animationnuvem 200s linear infinite;
}
@keyframes nuvem {
0% {background-position: -300px;}
100% {background-position: 1000px;}
}
@-webkit-keyframes nuvem {
0% {background-position: -300px;}
100% {background-position: 1000px;}
}
</style>

Resultado

Conclusão

Com o uso de animation e @keyframes, é possível fazer animações incríveis, sem precisar usar o flash. Ainda há muito mais para se fazer. Como esse código ainda está em desenvolvimento, é necessário usar o -webkit-. Curiosamente, em praticamente todos os navegadores, esse código funcionou bem. Porém, para o Google Chrome, foi necessário incluir o webkit.

E aí, gostou do código? Sabe mais algum? Comente aí! Até a próxima!

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Um adeus

sexta-feira, 27 de março de 2015
Me olhou como se estivesse me dizendo adeus
mas não podia dizer palavra alguma
E eu me senti tão inútil
Tão pequeno, sem poder fazer nada
Foi difícil não chorar
Mas você ficou tão quieta
como se ansiasse o que o destino lhe preparava
Com seus olhos, me disse que descansaria, enfim.
Que não sofreria mais
E viveria eterna em nossas memórias.
Adeus, Pituquinha.
Pituquinha
Pituquinha

Escolheram me fazer esperar

segunda-feira, 23 de março de 2015
Após alguns anos, acabei percebendo que elas, as malvadas, escolheram me fazer esperar. Eu sou o urso da foto.

Senta aqui nesse banco, pertinho de mim, vamos conversar!
Como vocês sabem, a crise mundial global chegou ao nosso país, e isso não tem nada a ver com o assunto desse texto. Mentira, tem sim. É que eu queria comparar essa crise mundial com minha crise sentimental, só pra dar mais sustância pro post, pra parecer que eu sou uma pessoa muito bem informada.

Sinceramente, preferia não saber de muita coisa que vem acontecendo atualmente no país, já que elas não estão nada boa, mas isso fica prum próximo texto.

E na verdade, após esses anos que citei no início do texto, já estou meio que conformado em estar só. Não estou mais a procura de alguém para ter ao meu lado, nem na frente, muito menos atrás. Sei que em algum momento, o relógio estará marcando uma hora, de acordo com o horário de Brasília, e aparecerá a mulher certa para mim.

Há pessoas que dizem que isso não existe. Que temos que ir "experimentando" até encontrar a "melhor" pessoa. Não penso assim. Ao se relacionar com outras pessoas, estamos falando de sentimentos, de vidas, pensamentos, histórias, estórias, etc. Não dá pra simplesmente "testar" alguém, já que na qualidade de "alguém", essa pessoa não é um objeto. Sei que hoje em dia está tudo banalizado. Infelizmente, as pessoas não ligam mesmo para o que o outro está sentindo, mas não podemos ser assim.

Não digo aqui que devamos nos importar com todo mundo, senão ficaríamos loucos! Mas, pelo menos, com as pessoas próximas, sim. Com essas, temos que tomar todo o cuidado para não magoá-las. Tanto para amigos, como para o(a) futuro(a) namorado(a). Ou até mesmo com os diversos contatos que temos ao longo do dia. Devemos ter, no mínimo, respeito com o próximo em qualquer situação.

E se não fui eu que decidi esperar, foram elas, ou foi "ela", minha futura companheira, que assim o decidiu. Pra falar a verdade, nem ela própria. Eu acredito que Deus esteja nos preparando. Se ainda não nos encontramos, Ele dará um jeito para que isso aconteça. Se já nos vimos, mas não nos vimos, nos veremos um dia (naquela hora marcada, no horário de Brasília).

Sei que talvez esse texto pareça um pouco bobinho, ainda mais com essas brincadeiras gratuitas que faço no meio do texto. É que não quero que pareça um texto dramático, porque não é esse meu objetivo. Meu objetivo é dizer que, compreendendo como as coisas funcionam, eu não preciso me preocupar ou ansiar tanto por algo que Deus está planejando pra mim.

Mas como você pode ter tanta certeza assim, caro escritor? Como? Pela fé!! Quantas histórias não vemos por aí de um japonês que conheceu misteriosamente uma chinesa num shopping lá em Brasília, sendo que ele deveria estar em Tóquio e ela, em Madri?! Coisas que parecem coincidências nem sempre são simples obras do acaso.

E por que eu escrevi sobre isso? Porque eu estava tomando banho, pensando na vida, nas aulas de baixo e de repente me veio esse pensamento: "escolheram me fazer esperar", parodiando aquele movimento de 2011: "Eu escolhi esperar". Primeiro, eu ri, depois chorei. Depois, pensei em escrever algo engraçado aqui no blog, mas não ficou tão engraçado assim. Vocês viram como surgem os textos daqui, né?! Tomando banho, ou indo pr'aquela universidade maravilhosa que é a Unioeste. Falando nisso, as aulas voltaram semana passada. Mais precisamente, na terça-feira. Fui o caminho todo pensando em escrever algo bonito, fazendo um paralelo com meu primeiro dia de aula na pré, na primeira série, na quinta série (quando mudei de colégio). Mas esse pensamento foi pra China logo depois que tive a primeira aula no mestrado. Que aula chata. O professor até falou numa teoria da conspiração...

Bom, mas vou parar por aqui. Depois conversamos mais! Até!!

Festa surpresa pro motorista

quarta-feira, 18 de março de 2015
Diz Paulinho que todos combinaram o momento exato para a festa. Até parentes distantes, pessoal do interior, foi pra cidade grande, pois o dia seria inesquecível. Fariam uma festa surpresa pro Jorge, motorista cinquentenário do município de São Lorenzo.
Na imagem, várias pessoas estão atrás do ponto de ônibus, se escondendo dos raios solares.

Imagem: Facebook
Às quatro horas da tarde, todos se reuniram no ponto 7, entre a rua Azevedo e Travessas. Seu Jorge fazia a linha Anhanguera-Matinhos, passaria ali em 10 minutos. Como alguns parentes não se viam a anos, desde o enterro da matriarca Gertrudes, resolveram pôr o papo em dia.
- É, dona Lucía, a senhora está muita das formosa! - Disse o Mirto, com aquele jeito todo tímido dele.
- Formosos são seus olhos, meu lindo.
Mirto mal sabia que "meu lindo" era apenas uma expressão corriqueira da cidade onde Lucía morava, por isso acabou se apaixonando instantaneamente por ela.

Do outro lado da multidão, Ferreira discutia com Manuel sobre a plantação de milho:
- Rapaz, não é que esse ano não carregou nada. Vou perder 20 hectares.
- Nem me fale, Manuel, lá em Sertãozinho, tá muito pior. Nem sequer prantamos esse ano. Tá tudo muito caro.

Mais ao meio, uma quentura estava subindo.
- O que foi, Joaquim, que  está olhando assim pra mim?
- Nada não, Mariazinha. É que a vida é muito curta pra não olhar.

Com todo esse falatório, não sei como Lucía ouviu o que Joaquim havia falado e ficou com ciumes, então logo se intrometeu na conversa. Manuel também quis saber o que estava ocorrendo com sua mulher, a Mariazinha.

Virou uma confusão. Alguns até se lembraram o motivo deles todos estarem vivendo em cidades diferentes. Simples conversas sempre terminavam em brigas. E falando em briga, virou briga mesmo. Manuel começou a brigar com Joãozinho, que xingou a Lucía, que esbofeteou o Mirto, que (estando apaixonado pela Lucía) nem sentiu dor, mas mesmo assim deu uma cabeçada (porque estava pensando que era dança) no Ferreira.

Ferreira, querendo sair dali, ao perceber que um ônibus se aproximava, fez o sinal para ele parar. Entrou, pagou o cobrador e sentou-se no banquinho mais alto. O motorista era o aniversariante, o Jorge, mas nenhum dos dois se lembravam de suas fuças.

Enquanto isso no ponto, a briga continuava. Somente Paulinho, que estava com o bolo, metade na mão, metade no estômago, percebeu a chegada e partida do Jorge. Sentou-se na grama até o pessoal todo ir embora no ônibus seguinte.

No fim do expediente, a esposa e os filhos de Jorge lhe presentearam com uma bela festa.

Falsidade é algo que me dá nojo

segunda-feira, 16 de março de 2015
Falsidade é algo que me dá nojo. Se eu pudesse, ficaria bem longe de pessoas assim, que falam mal de algo, mas, às escondida, faz coisa bem pior.
Pessoas vestidas de verde e amarelo fazendo manifestação contra a corrupção no país.

Imagem: Facebook
Talvez este post seja mais como um desabafo, já que em outro lugar, eu não o posso fazer, pois vem cinco com pedras e paus com respostas fabricadas. Venho falar sobre a manifestação de ontem (15), onde mais de dois milhões de brasileiros foram às ruas para mostrar a indignação com tanta corrupção neste nosso Brasil. O povo está cansado de ter que pagar pelo mau caratismos de alguns.

Sei que algumas pessoas pediram intervenção militar, algo que não concordo. Mas sei que a maioria que estava nas ruas ontem, estavam lá porque buscavam um Brasil melhor, livre da corrupção. Livre de um governo que desde que entrou, não cessou com a corrupção já existente aqui, mas a prolongou.

Até aí tudo bem, certo? A resposta seria sim, mas o que vemos pelas redes sociais é algo desanimador. O que mais me atormenta é que várias pessoas estão chamando a manifestação de fascista, de algo planejado pela elite. Daí eu me pergunto: em que país essas pessoas que dizem isso vivem? Será que vivem na propaganda levada ao ar pela Dilma nas eleições passadas? Não é possível que essas pessoas não tenham visto que ela cortou 7 bilhões da educação, mexeu nos direitos dos trabalhadores, deixou a inflação do país bem acima da meta, aumentou a conta de luz, aumentou o combustível, etc e etc. Isso tudo não seria tão grave se ela, pelo menos nas eleições, tivesse falado pro povo que a situação no país estava péssima. Mas não, ao invés disso, ela chamou os opositores de pessimistas, que o país ia bem.

A manifestação de ontem também tinha como pauta o impedimento (impeachment) da Dilma. Alguns mal informados disseram que esse era um ato golpista. Mal informados ou sem caráter mesmo. A Constituição Brasileira é clara sobre o caso de impedimento de um presidente. A Dilma já teria vários fatores que a poderiam levar a isso, caso fosse confirmada a participação dela na corrupção toda que está sendo descoberta. Mas o simples fato dessas corrupções estarem ocorrendo em sua gestão já seriam um crime de responsabilidade, de probidade na administração. Exemplificando: se um gerente de uma empresa pede para que sejam comprados 10 cadeiras no valor de 100 reais cada, mas no final das contas, o valor pago por cada cadeira é de 150 reais, ele deve verificar para onde foram esses 50 reais a mais. Se no Brasil, toda a obra é superfaturada, o presidente atual tem que investigar. Mas não, tanto ela, quanto Lula, nada viram, não souberam. O mesmo ocorreu quando Dilma, na época em que trabalhava na Petrobras, afirmou recentemente que não havia lido os termos da compra da refinaria de Pasadena. Como é que alguém assina um contrato sem o ler? Quem é que cai nessa conversa?

O pior ainda é que vi agora a pouco uma professora chamando, indiretamente, as pessoas que participaram do protesto de ontem, de idiotas. Isso mesmo, uma professora chamando seus possíveis alunos de idiota. Ela chamou as várias famílias, as crianças, jovens, adultos e idosos, que participaram de uma das maiores manifestações populares do país de idiotas. Uma manifestação pacífica, verde e amarela, da cor de nossa bandeira, e ela os chamou de idiota. Isso é revoltante.

Você pode ter seu posicionamento político, como também pode não ter. Pode ter uma bandeira partidária, como também pode não ter. Mas, o mais importante é: seja crítico, não feche os olhos para o que os seus políticos "preferidos" estão roubando de você, dos seus filhos e do nosso futuro. Não queira ter um político no governo que rouba, mas dá para os pobres. Sim, infelizmente, tive que ouvir isso ontem de uma pessoa que não está nem aí se esse governo está roubando, desde que se distribua para os pobres. Ela esquece que no atual sistema em que vivemos, que não é perfeito, mas é o que mais dá oportunidade para se crescer, a corrupção piora muito mais a vida dos pobres do que dos ricos. O pobre, ou a nova classe média (aquela que ganha no mínimo 291 reais (por isso que a classe média cresceu no país, não porque melhorou consideravelmente sua renda, mas porque os níveis classificatórios é que abaixaram)) é a que paga por toda essa roubalheira. Principalmente, pelo aumento de impostos.

Sei que a corrupção ocorre desde muito tempo, mas não podemos nos conformar. Não devemos jamais pensar assim: "ah, o governo anterior também roubava, por que o atual não pode?" Esse pensamento é ridículo. Não é porque alguém faz o mal ao próximo que eu devo fazer também.

Sinceramente, estou cansando já de tanta falsidade. De pessoas que fecham os olhos porque é o seu governo que está no poder. Olha o belo ato que os professores do Paraná fizeram no último mês. Mostraram pro governo estadual que quando o povo quer, o povo consegue. O governo teve que recuar em suas péssimas propostas. Por que esses professores não estiveram ontem apoiando o movimento? Mesmo que não pedissem a cassação da Dilma, mas  marcassem presença pelo fim da corrupção. Pela condenação dos envolvidos. Mas, ao invés disso, ficam chamando os manifestantes de ontem de idiotas. 

É isso que somos, idiotas!

Resfriado eu não trabalho

segunda-feira, 9 de março de 2015
Não que eu esteja frio, embora esteja um pouco, ultimamente, mas neste post, por falta de assunto melhor, quero dizer que estou resfriado.

Imagem: http://desmotivaciones.es
Talvez pareça algo sem muita importância. E é mesmo! Nem precisa ler mais, se quiser. Mas, pra mim, é algo que incomoda. Estar resfriado é constrangedor. Comumente, resfriado e gripado é mesma coisa pra mim. Uso um termo no lugar do outro. Então, se eu disser em algum momento que estou gripado, leia que estou resfriado.

E, estando nessa situação, a recomendação do meu médico é que eu fique em casa. No caso, "meu médico" sou eu mesmo, já que tenho o Google pra me dizer se estou morrendo ou não. Não que eu não possa sair de casa, mas é melhor assim, pois, pra mim, a gripe ou resfriado têm alguns estágios a serem percorridos, até eu ficar bom de novo.

No primeiro estágio, que é o início do resfriado, dá pra levar a vida numa boa. Todas as minhas atividades continuam em operação. No segundo estágio, que pra mim é o pior, as coisas mudam completamente. É aquela etapa do nariz entupido (e olha que eu tenho um nariz grande) e, por consequência, daquele negócio nojento (não direi o nome dele nem o citarei mais em respeito a você, caro leitor). Essa fase dura alguns dias. Eu interrompo praticamente todas as minhas atividades. Até mesmo o blog fica em suspensão. Às vezes, programo um robô pra postar algumas coisas pra mim, pra vocês não sentirem falta disso aqui.

Neste exato momento, estou nesse segundo estágio, mas estou postando aqui. Como isso é possível? Explico já. Graças ao remédio. Nunca antes na história da minha vida tomei remédio que inibisse os efeitos de uma gripe ou resfriado. Sim, já tomei xarope, mas isso eu nem considero um "remédio", pois nunca fez muito efeito em mim. Bom, o único efeito era o de sentir o gosto bom do xarope. Mas o que tomei ontem foi uma daquelas capsulas para resfriado.

Como ontem foi domingo e em todos os domingos, vou aos cultos e dou aula de baixo, não tinha como eu seguir a recomendação do meu médico, que é a de ficar em casa. Então, perguntei pro meu irmão se ele tinha comprado alguma bala de hortelã. Ele respondeu que tinha comprado algo melhor: um remédio. Quando eu vi o tamanho das capsulas, perguntei-me: como é que eu vou engolir isso? Pensei até em abrir uma daquelas capsulas, mas ouvi um "nãaaooooo". Enfim, preparei o copo com água, preparei a coragem, preparei o preparo, joguei a capsula pra cima, enquanto ela descia, abri a  boca, joguei o copo pra cima também, a capsula e a água se uniram no ar, eu pulei pra cima e engoli tudo de uma vez, antes que o copo caísse no chão, peguei ele com um dos meus pés, não lembro qual ao certo.

Passou-se uma hora que eu havia tomado esse remédio e ele ainda não tinha feito efeito. Perguntei: será que eu tenho que acreditar? Meu irmão respondeu que sim. Não satisfeito, sai às ruas e perguntei pros transeuntes se eu precisava acreditar. Alguns disseram que sim; outros, não; outros nem me responderam. Logo, fui pra igreja dar a aula de baixo pra minha aluna e né que, nesse momento, o remédio fez efeito. Fiquei são. Mas, depois que acabou a aula, a gripe voltou. Passei o culto todo tossindo e incomodando algumas pessoas. Fiquei no fundão pra não fazer tanto barulho.

Hoje, na esperança de um dia melhor, não dormi muito bem e também não acordei muito bem. Tomei aquele remédio de novo, duas vezes já,  mas ele não funcionou mais. O jeito agora é eu esperar a terceira etapa, que é quando o resfriado está controlado e depois vem a cura.

Concluindo, eu não gosto de tomar remédio. Principalmente esses para dores de cabeça e resfriado, ainda mais sem prescrição médica. Sei que todo remédio tem seus efeitos colaterais, por isso mesmo, prefiro não tomá-los. Em relação ao resfriado, sempre disse pra mim mesmo e pro pessoal perto de mim que não tem o que se fazer nesse caso: o próprio organismo trata de nos curar. Esses remédios inibidores de sintomas não funcionam pra todo mundo. Há casos que até pioram o estado da pessoa. Bom, daqui a alguns dias, estarei são novamente e retornarei às atividades normais. Sei que não estou morrendo, mas um resfriado como esse me faz parar completamente.

Teoria da conspiração

sexta-feira, 6 de março de 2015
Wesley era conhecido nas redes sociais como Pereira. O motivo disso ninguém sabe. Não era muito simpático, mas tinha uma coleção inestimável de contatos nas redes sociais. Descobriu um método meio doido, que permitiu que sua conta naquela rede social mais famosa da galáxia ultrapassasse os cinco mil contatos. Ele não me explicou como fez isso, mas nem precisa, já que não tenho mais que cento e cinquenta contatos. Ah, eu sou o narrador.
Na imagem, há alguns balões coloridos sobre um grande lago. Ao fundo, alguns pontos de luz da cidade.

Imagem: http://www.fundamenthalcursos.com.br
É, já virou moda esses textos em que o narrador não apenas narra, mas fala, dá pitacos nos tacos. Eu sei, o escritor que escreve agora não está tendo muita criatividade ultimamente. Coitado, perdeu o fio da meada, seja lá o que isso for. Já não escrevia um conto desde sete de dezembro do ano passado. Bom, mas vamos voltar ao Wesley.

Eu, como narrador, vou contar sobre o que sei. Não estive presente no caso, mas ouvi falar. Wesley acreditava nas teorias de conspirações diversas. Mas eu não o culpo, nem sequer descredito todas as teorias. Algumas delas são bem construídas. Por exemplo, você já ouviu falar da teoria da Terra Oca? Pesquise aí no Google e veja que os caras escrevem de um jeito que te faz questionar algumas coisas. Por que os aviões que saem do Canadá e vão para a Rússia, ou até mesmo algum país na ponta alta da Europa, não passam pelo Polo Norte, se teoricamente, seria  mais perto assim do que cruzar o Atlântico?

Segundo a teoria, eles não passam por lá, pois em ambos os polos, há um buracão, entrada para o mundo interno do planeta. Wesley era doidão com esse negócio. Tinha um Mapa Mundi redesenhado. Correntes marítimas alteradas. E tudo o mais. Como disse antes, era amante das teorias conspiratórias, mas a que o levou a ruína foi uma: o efeito chromakey é uma farsa.

Efeitos chromakey é usado para simular ambientes. Por exemplo, um ator grava uma cena em que seu personagem está voando. Para isso, fica em cima de um pano verde ou azul e posteriormente, o editor de efeitos gráficos remove a cor verde e põe em seu lugar um céu. Para Wesley, o chamado chromakey era uma desculpa inventada para esconder o poder que o humano tem de levitar. Isso mesmo que você leu: segundo essa teoria, o ator que fez Super Man voava de verdade.

Seria muito difícil a população saber disso, por isso inventaram o pano verde. Mas, por mais difícil e catastrófico que pudesse ser e parecer, Wesley queria abrir os olhos de todo mundo. Porém, como faria isso? A resposta estava nas pontas dos dedos dele: usar a rede social mais famosa da galáxia.

Por ela, ele criou um evento intitulado "O vôo da verdade". Sim, sei que com o novo acordo ortográfico, a palavra voo não precisa mais do acento. Porém, não posso fazer nada, sou apenas o narrador. Foi Wesley que escreveu assim. O evento bombou. Virou música, poema, discurso de campanha, declarações de amor, filosofia de vida, etc.

Enfim, chegou o dia. Não lembro a data ao certo, mas foi em outubro, época oportuna. O Rio de Janeiro lotou. O mundo inteiro voltou-se ao Rio. Na verdade, toda a galáxia. Discos voadores e discos de vinil foram vistos em meio aos paralelepípedos do calçadão. Era uma mistura de sentimentos. A maioria tinha a curiosidade no coração. Apareceu uma minoria vestida de vermelho, mas se evadiram do local assim que se ouviu um "pega ladrão".

Wesley sabia da grande responsabilidade que tinha. Falaria a bilhões de pessoas e não-pessoas. Estava nervoso, mas confiante no que faria, mesmo não tendo muita certeza. É confuso, eu sei, mas foi o que me contaram. Subiu no palco especialmente montado para a ocasião. Era uma estrutura gigantesca suspensa sobre o edifício Cap Ferrat, com vista privilegiada para o mar.

Silêncio total. Ele se aproxima do microfone. Ocorre aquela microfonia básica e ele começa a falar. Era o momento da verdade. Ele pretendia abrir os olhos de todos os presentes para que esses abrissem os olhos dos outros. Disse que a vida estava tão desvalorizada. Que as pessoas já não viviam, sobreviviam. O ato de sobreviver é uma luta constante, mas viver não deveria ser uma luta. Viver deveria ser viver.

As brigas diárias, principalmente nas redes sociais, não levariam ninguém a nada. A busca pela satisfação pessoal não poderia atropelar o respeito pelo próximo. As discussões não deveriam acabar em morte. As pessoas deveriam ser mais verdadeiras. Não deveriam ter medo de sorrir. O medo é resultado da falta de amor. Um sorriso não faria mal. Um abraço estranho traria esse sorriso. A verdade deveria voar. Todo nós podemos voar. Voar é ser livre. É ser feliz. É viver.

Wesley se aproximou da beirada do palco e saltou. Sem pano verde, foi livre. Voou por todos os presentes. Subiu o mais alto que pôde, até desaparecer no horizonte.

As suas palavras logo foram esquecidas. Algumas pessoas vaiaram pelo desfecho. Outras, deram risada. Os noticiários apenas narraram que um louco havia se jogado de um prédio. Especialistas foram chamados para explicar as causas psicológicas que levam um indivíduo a tirar a própria vida. Semanas depois, ninguém mais se lembrava do Wesley. O perfil do Pereira continuou com os mesmos contatos e alguns recordaram dele apenas quando a rede social lembrou-os que naquele dia, ele estava completando vinte e três anos.

Crie uma nuvem com CSS

quarta-feira, 4 de março de 2015
Veja como é fácil criar uma nuvem apenas com HTML e CSS, sem a necessidade de carregar uma imagem na sua página.

Veja como criar uma nuvem

Eu sei que você é um blogueiro antenado nas coisas que rolam na web. Sei que você sabe que imagens bonitas têm pesos pesados e muitas vezes, demoram muito para serem carregadas em um post seu. Sei também que você usa recursos do Photoshop para diminui-la ao máximo sem perder a qualidade para postá-las aqui.

Se você já faz isso, está no caminho certo. Se ainda não faz, brevemente farei um tutorial explicando todos os passos de como deixar sua imagem preparada para o seu blog.

Mas você sabia que é possível pôr imagens em seu post sem necessariamente carregar uma imagem nele? Pode até parecer mágica, ou pior: bruxaria, mas não é nada disso. É apenas o poder do CSS.

Chega de papo, vamos ao código:

CSS (coloque o código abaixo entre <style></style>
#pai {position: relative; top: 0px; width: 500px; height: 500px; background:blue;}
#gomo1, #gomo2, #gomo3, #gomo4 {position:absolute; width: 200px; height: 140px; background: #fff; border-radius: 50% 50%; }
#gomo1{ top: 100px; left: 100px;}
#gomo2{ top: 150px; left: 200px;}
#gomo3{ top: 50px; left: 300px;}
#gomo4{ top: 20px; left: 170px;}

HTML
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Resultado

É isso. Com esse código você terá uma interessante nuvem onde você quiser. Você pode estudar mais sobre animação em CSS e o atributo hover. Estude e veja os belos efeitos que são possíveis de serem feitos sem precisar nem de imagem nem de flash. Ah, gostou da animação?? Siga nosso blog aqui pelo Blogger ou pelo face, pois, em breve, postaremos um tutorial detalhado de como fazer animação em CSS. Até a próxima!

Dia de concurso e os pensamentos aleatórios

segunda-feira, 2 de março de 2015
Enfim, era chegado o dia do concurso. Já fazia bastante tempo que eu não prestava um. Até pensei em não ir, mas fui, até carona arrumei. Não se pode obter bom resultado quando o esforço não é suficiente. Em outras palavras, quem não estuda o suficiente não tem muita chance de ser aprovado. Mas tudo bem, vamos ao fato, depois do intervalo comercial.
Imagem de algupem estudando. Em destaque, está escrito: quer passar em concursos, então estude!!! Conhecimento não cai do céu

Imagem patrocinada
Dia primeiro de março. O ano mal começou e já se passou dois meses desde seu início. Às 13:45 procurei minha sala na universidade descriminada pelo site. Sentei, mas antes, dei uma leitura visual geral na sala procurando uma carteira universitária para canhoto. - Pode entrar, que tem várias carteiras assim! - disse o fiscal. Mas só encontrei uma depois de perguntar pro pessoal do fundão se eles tinha visto alguma por ali.

Enquanto o exame não começava, examinei o ambiente com minha visão periférica. Talvez tenha adquirido essa habilidade com minhas colegas de curso. É impossível não julgar alguém pela aparência, né? Você vê um cara semi-gordo de óculos e logo pensa: me ferrei; esse manja dos cossenos e tangentes! Tinham poucas meninas, mas muitos Joões. Rapaz, dava pra fazer dois times de futebol e ter mais um de reserva só de João.

Reparei também na disposição das coisas (ou trecos, como disse minha aluna, hoje) da sala. Havia 8 ventiladores de teto, quatro na frente e quatro atrás. Obviamente que não me sentei debaixo de nenhum deles, pois nunca se sabe quando um desses cairá sobre você. Havia também 6 lâmpadas fluorescentes na frente e mais 6 atrás, cada uma com duas fileiras de luzes, o que dava um total de 24 focos de luz. Em meio às minhas contas mentais, me surgiu um pensamento louco: que um louco qualquer sentado em uma das cadeiras gritasse um Nats ingonya ba bagithi Baba e uns outros sete loucos completassem com Sithi uhm ingonya aba, tal qual o vídeo abaixo. A sala inteira cantando em coro, seria emocionante.


Enquanto eu sorria, o fiscal chegou com uma sacola onde estavam as provas. Acho que esse é um momento único para um fiscal. Um momento importante, inolvidável: todos olhando para ele, ele sendo a estrela do espetáculo. Há espaço até para a conferência voluntária de duas pessoas da plateia pra conferir se o pacote realmente está lacrado. E, como num passe de mágica, ele abre o pacote. Se ouve um "Oooooh" eufórico da plateia lá do fundo e finalmente, as provas são entregues para os concurseiros.

É engraçado que, dependendo do lugar onde estamos, temos um adjetivo novo, que nos descreve. Naquele momento, além de ser o pensador, eu era também o concurseiro. Isso foi apenas uma nota. Voltemos ao texto.

Inicia-se, então, a prova, às 14:27, horário rabiscado no quadro. Teríamos quatro horas para terminar. Havia apenas 40 questões para responder. Não precisava fazer redação. Se estava difícil? Muitos me perguntaram. Mas, dei respostas diferentes. Achar algo "fácil" ou "difícil" é um tanto relativo. Depois de tanta coisa que passamos e aprendemos, tanto em cursos de faculdades, como na vida, tudo depende do tanto de coisa que absorvemos. Talvez minha resposta mais correta tenha sido a de que estava fácil para quem estudou.

Terminei em duas horas, aproximadamente. Fui pra casa. O sol, do caminho do local da prova até o terminal Oeste estava com vontade de queimar mesmo. Até no ônibus, ele me perseguiu.

Fechando o dia e fechando esse texto, à noite, fui pra igreja. Não pedi a Deus para que Ele me ajudasse a passar. Pedi apenas que os resultados sejam justos.

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