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Contrato com as estações do ano

terça-feira, 4 de outubro de 2016
Venho, por meio desta, cancelar o contrato vitalício com as estações do ano por motivo de não cumprimento em tempo correto de suas obrigações e tarefas designadas de acordo com o edital  número 01 do ano 1 da Terra.

Contrato cancelado com as estações do ano
Contrato cancelado com as estações do ano

Devido ao não cumprimento das atividades propostas, estamos cancelando as atividades das estações do ano. Para ciência dos que leem esta ata, devo esclarecer as tarefas primárias de cada uma:

Ao Verão, ficou designada a tarefa de esquentar a Terra. Nesta estação, o clima mais quente propiciariam boas férias aos seres humanos, que poderiam desfrutar de banhos no mar sem sentir frio.

Ao Inverno, a tarefa seria justamente a oposta da do Verão. Nela, as coisas congelariam um pouco. Cairia neve em todo lugar, e poderia-se fazer anjos ao deitar-se nela. Apesar do frio intenso, ele seria medido, teria seu tempo e depois acabaria.

Na Primavera, tudo ficaria bonito. As pessoas alérgicas sofreriam do mesmo jeito, mas as árvores estariam floridas. A cidade ganharia cores. Os pássaros cantariam alegremente.

E, por fim, do Outono se esperaria que as folhas das árvores caíssem. As donas de casa ficariam bravas, pois teriam que encher bastantes sacos, mas as árvores ficariam nuas, do jeito que nasceram, pra posteriormente trocarem de roupa. Roupa  nova, verde-clara.

Porém , o que se tem observado nas últimas décadas é que as estações não estavam mais trabalhando corretamente. Virou uma bagunça. Inverno fora de época. Calor excessivo. Primaveras sem veras. Outono sem tom. E, por causa disso, e porque sim, declaro encerrado o contrato. Favor passar no RH para acertar as contas.

Inauguração da chaleira nova

segunda-feira, 13 de junho de 2016
Hoje, a cidade de Cascavel teve a honra de sediar a inauguração da chaleira da minha mãe. O evento ocorreu no final da tarde, e contou com a presença de autoridades do município.

A chaleira intocável
A chaleira intocável

O evento teve importância jornalística e municipal porque minha mãe tem a mania de comprar coisas, que supostamente seriam para uso, para apenas enfeitar a casa. E aí que entra essa chaleira.

A famosa chaleira intocável. Ela brilhava no paneleiro. Não era de prata, mas era a rainha entre as panelas irmãs. O bule, que ficava no andar de baixo até tinha o nariz empinado, mas era pra chaleira que qualquer pessoa que vinha em casa olhava e comentava.

Por esse motivo, a chaleira nunca tinha sido usada. Como disse antes, era intocável.

Mas hoje (11 de junho), ela foi inaugurada com um chá de não lembro o que. O chá tava quentinho. A chaleira na mesa, sorria. Soltava vapor. O momento era inédito e histórico. Chamamos a reportagem de Rede Globo e autoridades municipais compareceram para prestarem os seus discursos.

O prefeito da cidade, Edgar Buenos Días, começou:

- Nunca antes na história desta cidade e na gestão de outros prefeitos, algo parecido havia acontecido. Fico muito feliz que tenha acontecido na minha. Isso confirma que nossa cidade é uma metrópole em construção!

A repórter bonitinha da Globo me entrevistou:

- O que você sente ao poder tomar seu chá nessa chaleira que a anos estava na sua casa, mas não podia ser usada?
- Muito legal, empolgante! - Exclamei e finalizei. - Leiteee!

E assim, o evento corria muito bem, até que eu comento com minha mãe:

- Inaugurou finalmente! - Dou aquela risada sem graça.
- Inaugurei o quê? - Perguntou ela, sem saber do que eu estava falando.

Leitor(a), acontece que não foi ela que inaugurou a chaleira, foi meu irmão mais novo. Ela nem estava sabendo que a chaleira estava na mesa contendo em si aquele delicioso chá. Sentindo a treta que poderia estar se aproximando, o prefeito saltou a janela e sumiu pela rua. O tempo fechou, apareceram algumas nuvens, mas não houve briga.

Desse modo, o evento findou-se sem nenhum problema.

Estatuto do Vácuo

quinta-feira, 12 de maio de 2016
Antes de mais nada (e depois de tudo mais), o indivíduo que dá vácuo nas pessoas não tem coração. Mas, contudo, porém, todavia, às vezes eles são necessários em caráter pedagógico punitivo absurdo. Apresento-vos então o Estatuto do Vácuo.

Imagem: http://hypescience.com

Este post é oferecido especialmente a uma amiga que tenho. Falar a verdade, duas amigas. Elas me tiram do sério, e provavelmente eu as tire também. Fazer o que né?!

Então vamos ao estatuto.

Das definições

Vácuo é o espaço de tempo prolongado de silêncio que a pessoa que deveria escrever ou falar alguma coisa dá. Ele tem duração mínima de 10 segundos (dependendo do grau da conversa) e pode durar até dias ou anos. Sério mesmo. Olhe o que nossa equipe flagrou na internet:

Incríveis 4 anos de vácuo

Quatro anos de vácuo. O Orkut até fechou e ele ainda não obteve resposta nenhuma. Bom, percebemos que esse é um vácuo mais institucional, mas o vácuo em voga é o vácuo pessoa A para pessoa B.

 Neste tipo de vácuo, muitas coisas podem estar em jogo. A pessoa B pode não estar interessada em conversar com a pessoa A. A pessoa B pode também estar castigando a pessoa A. Ou pode ser um método de punição pedagógica absurda (PPA).

Das aplicações

Referindo-nos então ao vácuo como PPA, temos as seguintes aplicações, que é só uma mesmo (preguiça sabe?):

1. O vácuo como PPA é dado quando a pessoa faz o que eu disse um milhão de vezes pra não fazer.

Das alternativas

Caso o vácuo não seja aplicado, deverá ser aplicado o textão, também conhecido como textaun. Em muitos casos, ele é mais devastador do que o próprio vácuo, então tenha cuidado ao usá-lo. Falar qualquer coisa com cabeça quente geralmente é algo muito tenso e pode sair palavras que você não quer que saia.

O textão basicamente é um texto grande (só pra esclarecer mesmo).

Das conclusões 

Concluindo, não incentivamos ninguém a praticar o vácuo. Eles são chatos. Mas, se você também é chato, aí tudo bem. Até a próxima!

O telefone chora

segunda-feira, 14 de março de 2016
Era um velho irmão, mas não o mais velho. Tinha sido esquecido pela nova geração. Às vezes, passava o dia todo lembrando do seu tempo de mocidade, onde era sucesso onde quer que passasse.

Imagem: http://pt.123rf.com (Modificações nossas)


Abandonado num canto qualquer de uma mesa, o telefone chorava, e isso não era uma figura de linguagem, era literal. Nenhum técnico poderia explicar como saía água salgada de um objeto velho.

O dono da casa, esperto como era, e pensando em ganhar dinheiro, passou a cobrar 20 dilmas pra quem quisesse ver o telefone chorar. Isso ganhou mídia nacional. Alguns diziam que era milagre; outros, que era armação; mas, sinceramente, só o telefone sabia o que se passava consigo próprio.

E assim, o telefone ficou famoso. Foi convidado por diversas emissoras de TV, mas aceitou apenas participar do Programa do Ratinho. Como ele gostava muito dos testes de DNA e queria conhecer o Xaropinho, foi pro SBT gravar a sua participação.

Ratinho convidou alguns especialistas para ver se de fato o telefone chorava mesmo ou era maracutaia. Mas, num ato que surpreendeu a todos, o telefone voltou a chorar e o que ele disse em seguida comoveu toda a plateia.

Ele disse em terceira pessoa: "o telefone chora, compreende o meu pesar, pra quem dizer te amo, se ela não vem me escutar".

Após a gravação e exibição do programa, o telefone recebeu muitas ligações dos espectadores e ficou muito feliz, pois voltou a ser lembrado por todos.

Moral da história: não julgue um telefone solitário.

Culpa por eu ter escrito isso: Culpa da Mineirinha, da Dilma e da Dany. Mas, principalmente, culpa minha, estou sem inspiração sabe. O blog tava meio parado, desde o dia 10 sem nenhum post, então resolvi escrever. Assim, lembrei dessa música aí que a Mineirinha ama de coração (#sqn) rsrs. A música é boa hein, muito emocionante o final.


Melhor eu parar por aqui. Desculpa aí quem leu rsrs. Até mais!!

Oba, derrubaram o Facebook

quinta-feira, 23 de julho de 2015
Os usuários que tentaram acessar a rede hoje (23) às 16 horas e 50 minutos não conseguiram entrar na página. Nossa equipe tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa, mas o telefone retornou apenas o "tu tu tu". Acho que era gaúcho.

Facebook fora do ar
Facebook fora do ar

Então tentamos contatá-los por meio de sua página. Um tiro no pé: ela também estava OFF. Primeiro dia que nosso blog tá tentando prestar um serviço de notícia, e já estamos começando errado.

Até o fechamento da matéria, o Facebook ainda não retornou ao ar.

Qualquer notícia nova a respeito disso, atualizaremos este post. (Eu ia pedir pra vocês curtirem nossa página, ou comentarem com a box do Facebook abaixo, mas nada está funcionando. É até um pouco preocupante isso, criar mecanismos que dependem de uma única plataforma e ela sair do ar nos momentos em que mais precisarmos. Comentem, então, com a box padrão do Blogger).

Atualização (23 de julho de 2015, 17h20min): A rede acaba de voltar ao ar. Podemos retornar às nossas atividades normais!!

A morte de um computador

quarta-feira, 10 de junho de 2015
Trabalhar como técnico de informática é bom, me proporciona tempo de prazer em arrumar um computador necessitado. Aparece cada um com tipos variados de problemas. Alguns vem com problema de memória, outros, com idade já avançada e outros, bem sujinhos. Geralmente soluciono os problemas deles.Mas nessa semana, apareceu um que não queria trabalhar de jeito nenhum.

Sátira de uma equipe médica numa mesa de cirurgia onde o paciente é um computador.
Imagem: http://www.quemel.blog.br

Era só mexer com ele e ele já se fechava, não falava nada, simplesmente se apagava. Como não tinha outra alternativa, teria que fazer uma cirurgia exploratória.

Marquei o dia da cirurgia, mas não foi necessário fazê-la, pois descobri o problema do paciente antes de abri-lo: precisava de uma bateria nova. Os dias passaram, exatamente três e encontramos um doador compatível. Seria uma operação de risco baixo, pois a substituição do órgão era algo simples de ser feito. O computador continuava imóvel, não ligava, nem sequer abria os olhos.

Abri o paciente, encontrei a peça defeituosa, substitui pela nova e fechei-o. Depois liguei o paciente e pra minha surpresa ele ligou, mas em seguida desligou. A coisa estava ficando feia, o computador já não mandava mais nenhum sinal. Os sintomas estavam aumentando e a causa ainda era desconhecida. Levantei várias hipóteses, consultei o histórico médico para ver se ele já teve alguma doença parecida no passado.  Outra cirurgia foi necessária e por fim descobri que o problema estava na placa-mãe. Tentei fazer alguns reparos, mas meus esforços foram inúteis. Para este paciente o fim estava próximo, sua vida estava em fase terminal. E para piorar, após essa cirurgia, ficou muito fraco e acabou entrando em coma.

Avisei aos parentes que o estado do paciente era irreversível e que assim que o desligar dos aparelhos ele morreria. Falei também que mesmo neste momento de tristeza, eles poderiam fazer uma coisa útil: doar os órgãos para que outros computadores pudessem ser salvo. A família ficou de dar a resposta, enquanto isso, em algum lugar do mundo, outro PC pode estar precisando de ajuda.