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Amor dos anos 80

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Eu nem estava vivo nesta época...
- Então pra que está escrevendo.
- Porque eu quero.
- Tá bom, continua então ô...
Pode ser dos anos 90 também, mas 80 fica mais bonito. Assim como muita coisa de antes, acho que o amor também era diferente. Não que hoje não haja mais amores reais, eu ainda acredito que em uma esquina qualquer, tenha alguém que ame de verdade, mas parece ser raridade isso, tanto em homens, como em mulheres. Esse tal de "curtir a vida, pegar todas, não se apegar" pra mim não tá com nada. Estão banalizando as coisas. Como diz a música, isso se a posso chamar assim, "beijo na boca é coisa do passado, agora a moda é, é namorar pelado". E os peladões estão levando a sério essa parada.
Acho que antes, nessa época que não vivi, as pessoas eram mais amorosas e, provavelmente, consideradas mais caretas pela juventude de hoje. De qualquer jeito, todos ficamos caretas quando nos apaixonamos e essas caretices nos levam a fazer algumas cositas.
Por exemplo, o cara dos anos 80 primeiramente descobria as músicas favoritas da menina que ele estava afim. E como ele fazia isso se não existia facebook nem orkut? Simples, usava a criatividade, perguntava pro papagaio, subornava o irmão dela, usava a imaginação. Depois disso, ele esperava tocar a música no rádio e ligava o gravador. Assim, fazia um álbum de músicas favoritas dela com a fita k7 do pai dele, a qual tinha antes as músicas do Teixeirinha. Dando sorte, caso a menina gostasse deste presentinho, ele partia para as cartas, escrevia poemas de amor de Camões, mesmo não entendendo nada, principalmente na parte do "amor é fogo". Era romântico isso. Assim, os dois começavam a namorar, é claro, com a supervisão do irmão dela, mas o suborno rolava solto.
Imagem: http://www.oprimeiroencontro.com.br
Eu não vivi nada disso, mas sinto saudade, justamente por não ter isso na memória. Bom, uma vez minha professora de português da 6ª série trabalhou o gênero carta e pediu para que a gente escrevesse uma carta que ela a enviaria para uma outra turma de outro colégio. Eu escrevi a minha, meio que na brincadeira, para uma garota que a professora tinha sorteado. A menina me respondeu com duas cartas e até mandou uma foto. Naquela época, eu era muito tímido, mal li as cartas com medo e vergonha que meus pais me vissem e depois rasguei. Foi idiotice minha mesmo, mas, como eu disse, eu era muito tímido, e ainda sou um pouco.
Atualmente, as coisas mudaram. Os namoros, grande parte deles, começam e, até mesmo, terminam nas redes sociais. Tudo isso numa velocidade incrível, ultrapassando até o Rubinho. E os jovens precoces terminam um e já chamam o próximo da fila.
É claro que esse post está mais para uma brincadeira, sei que há casos e causos. Mas, pessoal, vamos levar mais a sério os namoros (e tals), pois qualquer tipo de relacionamento envolve outra pessoa, que tem sentimentos, que pensa igual ou diferente de você e que pode realmente estar te amando (e gerundiando).
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