Blog do Joanir - Notas melódicas -->

Os atalhos

quarta-feira, 30 de abril de 2014
Hoje, o que impera é a lei do menor esforço. Para tudo na vida, sempre há um atalho. Chegar mais rápido em tal lugar ou fazer algo em menos tempo é questão de agilidade, esperteza e qualquer coisa mais.
Isso vem de longa data. Você e eu, pelo menos uma vez, ou um ano, descobrimos um caminho mais curto para ir à escola, como por exemplo, um terreno baldio, uma "trilha", ou quando em vez de passarmos pela passarela, atravessávamos a estrada.
Já adultos, quando vamos para a universidade ou para o trabalho, recorremos a mais atalhos. Na internet, usamos atalhos o tempo todo, até eu, que para escrever "internet" em itálico, usei o Ctrl+I.
Mas por que estou falando de atalhos? É errado usá-los? Não, não é. Os atalhos são importantes, por isso existem. Mas atalhos são atalhos. Não podemos vê-los como o caminho definitivo a ser seguido. Nem sempre a agilidade citada acima é sinal de trabalho bem feito. Às vezes a esperteza de economizar tempo preferindo cruzar a estrada à perder tempo passando pela passarela pode custar um vida. Dependendo do programa, Ctrl+I pode não fazer nada. E falando da lei do menos esforço, vamos ignorá-la, Control +I.
O problema de usar tantos atalhos é que um dia precisaremos passar pelo verdadeiro caminho e não saberemos mais por onde encontrá-lo.
Imagem: http://www.fabricadoprojeto.com.br

Desencontro

terça-feira, 29 de abril de 2014
Esqueci teu nome
não lembrei do meu
mas não esqueci de você
nem me perdi

Mas te perdi
não te encontrei
procurei no lugar
onde você não estava mais

Quem é você?

Uma rosa,
chuva,
tempo,
sem espaço

Lembrei meu nome
sem importância agora
te encontrei
tarde

Quem sou eu?
Imagem: http://cantodalianah.blogspot.com.br

Técnica de abordagem 720

sábado, 26 de abril de 2014

Essa técnica é infalível! Se você quer conquistar aquela gata, com esse método você vai conseguir muito mais! Frases como essas e outras piores aparecem todos os dias na caixa de entrada do meu e-mail. Acho meio estranho o linguajar dessas mensagens, pois trata a mulher como um objetivo a ser conquistado, como um troféu. Creio eu que as mulheres não são simplesmente um troféu, ou algo do gênero. Elas são como nós, homens, tem as mesmas vontades e os mesmos problemas para conseguir um parceiro. É claro que alguns homens e mulheres não tem tanto problema assim. Eles chegam na pessoa desejada e fala:
- Oi, tudo bem?
- Tudo...
E já saem se beijando. Bom, não acho errado isso, só questiono mesmo é o jeito que esses e-mails tratam do assunto.
Mas virando de página agora, nesta semana fui estudar na biblioteca da Unioeste (universidade) com minha amiga Luciane. Falamos sobre muitas coisas, a maioria delas relacionada aos estudos (#sqn). Pegamos alguns livros para levar pra casa e na hora que fui passar o meu no balcão da biblioteca, a bibliotecária pediu para eu atualizar o meu cadastro no sistema. O troço demorou, mas foi legal conversar e trocar risadas com a moça, até tive que tirar uma foto (pra pôr no sistema, só isso). Depois, eu e minha amiga fomos para a cantina e aí eu ouvi uma coisa que é um dos motivos de eu estar escrevendo este texto. Enquanto eu estava lutando com a máquina do café, ouvi uma voz feminina falando:
- Oi, você conhece a Edna?!
Óbvio que não era pra mim essa pergunta, mas pra um carinha que estava na frente dela. A partir disso, eles começaram a conversar. Eu disse pra minha amiga que essa era a técnica de abordagem número 327 e era quase que infalível. É lógico que não conheço técnica nenhuma, mas me lembrei de um site que davam essas dicas de como abordar as pessoas.
Sentamos numa mesa (na verdade, cadeira) e enquanto tomávamos o café, os dois continuaram conversando, se ainda falavam da Edna, eu não sei, pois não dava pra ouvir, mas que a técnica dela funcionou, isso sim, funcionou.
Comentei com a Luciane sobre isso, no meu caso, se eu tivesse coragem, ao abordar uma mulher eu diria:
Imagem: http://www.delamila.com / Edição nossa
Quem sabe funcionaria também, isso, claro, se eu não morresse de dar risada primeiro e depois de vergonha. Depois comentei pra ela sobre a técnica 720, a citada no título. Essa técnica consiste em ser engraçado:
- Engraçado sem ser palhaço, tal qual sexy sem ser vulgar (como não sou sexy, nem vulgar, fico com o engraçado).
Percebi que, sem querer, eu havia aplicado isso com a bibliotecária. Não sei se deu certo não, pois ela nem pediu meu número de celular. Mas pensando bem, no sistema, estão todos os meus dados.
Ainda na cantina, sugeri que aplicássemos uma técnica "aqui e agora". Ou seja, que tentássemos fazer alguma técnica com alguém ali. Então, vi que tinha três moças na mesa à minha frente. Apliquei a técnica 28, que é a do olhar. Você deve fixar seus olhos nos olhos da pessoa e não desviar. Optei pela do meio, que estava mais virada pra mim e enquanto conversava, olhei-a e deixei meus olhos presos nela. Mas não aguentei por muito tempo, pois a mulher me olhou com uma cara, quase traumatizei.
Depois disso, fomos embora, mas prometendo aplicar essas técnicas quando possível. Então, caro leitor, você tem outras técnicas aí para nos ajudar? Se sim, diga-nos, please!!!

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